Morte de Marielle Franco
Rio de Janeiro Morte de vereadora: Anistia pede "investigação imediata e rigorosa"

Morte de vereadora: Anistia pede "investigação imediata e rigorosa"

Segundo entidadade, Marielle Franco era reconhecida por sua "histórica luta por direitos humanos, das mulheres negras e moradores das periferias"

A vereadora Marielle Franco, assassinada nesta quarta-feira (14) no Rio

A vereadora Marielle Franco, assassinada nesta quarta-feira (14) no Rio

Reprodução

A Anistia Internacional publicou na madrugada desta quinta-feira (15) uma nota em que pede "uma investigação imediata e rigorosa" do assassinato da vereador Marielle Franco (Psol-RJ) na noite de quarta-feira (14) no Rio.

"O Estado, através dos diversos órgãos competentes, deve garantir uma investigação imediata e rigorosa do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro e defensora dos direitos humanos Marielle Franco", afirma a nota.

A vereadora foi morta a tiros dentro de um carro. O crime aconteceu por volta das 21h30. O motorista que a acompanhava, Anderson Pedro Gomes, também morreu. Outra passageira foi atingida por estilhaços e foi encaminhada para o hospital Souza Aguiar. 

"Marielle Franco é reconhecida por sua histórica luta por direitos humanos, especialmente em defesa dos direitos das mulheres negras e moradores de favelas e periferias e na denúncia da violência policial. Não podem restar dúvidas a respeito do contexto, motivação e autoria do assassinato de Marielle Franco", afirma a Anistia Internacional.

Segundo a Delegacia de Homicídios, a principal linha de investigação é execução. Marielle voltava do evento "Jovens Negras Movendo as Estruturas", na rua dos Inválidos, na Lapa.

Um grupo em um carro emparelhou ao lado do veículo da vereadora e disparou nos vidros do motorista e da passageira. Marielle estava sentada no banco de trás. Nada foi levado. No local, estavam pelo menos nove cápsulas de tiros.

O Palácio do Planalto e a Prefeitura do Rio de Janeiro lamentaram, por meio de nota, a morte da vereadora. Segundo a nota do governo federal, a apuração do assassinato de Marielle e do motorista que a acompanhava, Anderson Pedro Gomes, contará com a ajuda da Polícia Federal.