MP do Rio vai apurar violência praticada em manifestação contra reformas

Serão investigados excessos praticados pela polícia e dos manifestantes, informa MPRJ

O Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) vai apurar os atos de violência praticados durante os atos contra as reformas trabalhistas e previdenciárias, nesta sexta-feira (28). Em nota, a instituição afirmou que "repudia os atos violentos observados na manifestação".

No comunicado, o MPRJ diz que deve cumprir o papel constitucional de defensor dos direitos e das garantias fundamentais da sociedade, além de exercer o controle externo da atividade policial. Serão apurados tanto excessos praticados pelos agentes públicos que, destaca o MP, devem garantir o direito legítimo de manifestação, quanto daqueles que depredaram e incendiaram bens públicos e de uso comum.

No dia seguinte aos protestos, o centro do Rio amanheceu com carcaças de ônibus queimados nas ruas e diversos bancos, edifícios, estações de metrô e VLT depredados. Pelo menos sete pessoas foram feridas nas manifestações. Elas foram para o Hospital Municipal Souza Aguiar e duas delas ainda estavam internadas na manhã deste sábado (29).

Com um início pacífico, os atos durante a greve geral do dia 28 no Rio acabaram em um confronto de grandes proporções entre policiais e manifestantes mascarados na Cinelândia, centro da cidade. No início da noite, os ativistas se concentraram no local para um ato conjunto das centrais sindicais. A manifestação começou, mas, enquanto sindicalistas discursavam, jovens mascarados destruíam orelhões e ateavam fogo a lixo, além de atacar equipamentos públicos. A Polícia Militar avançou, jogando bombas de gás.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) criticou a "violenta ação da Polícia Militar contra milhares de manifestantes". Em nota a PM declarou que agiu "em vários distúrbios, reagindo à ação de vândalos que, infiltrados entre os legítimos manifestantes, promoveram atos de violência e baderna pelo centro da cidade".

A investigação do Ministério Público será realizada pela Assessoria de Direitos Humanos, do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP/MPRJ) e dos Centros de Apoio às Promotorias de Justiça Criminais e de Cidadania.