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Rio de Janeiro 'Não é o meu que fará diferença', diz Paes sobre abrir mão do salário

'Não é o meu que fará diferença', diz Paes sobre abrir mão do salário

Prefeito reagiu ao ser perguntado se doaria a própria remuneração mensal durante o vigor das medidas mais duras no Rio de Janeiro

Paes refutou a ideia de doar o próprio salário durante medidas mais duras no Rio

Paes refutou a ideia de doar o próprio salário durante medidas mais duras no Rio

Tomaz Silva/Agência Brasil/01.03.2021

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), se recusou a doar o próprio salário enquanto impõe medidas mais restritivas na capital fluminense. Em entrevista ao canal Pleno News, no YouTube, em vídeo divulgado no último sábado (27), Paes afirmou que a prefeitura trabalha para repassar renda a quem não pode trabalhar e disse que a questão não é pertinente.

“Eu acho que não é uma pergunta que caiba. Recebo meu salário, estou aqui trabalhando, não vai ser o meu salário que vai fazer a diferença. Ao contrário, estamos criando políticas de transferência de renda que fazem com que as pessoas recebam alguma ajuda por parte do poder público nesse momento difícil", explicou.

Em seguida, Paes fez uma comparação entre a abertura de bares e restaurantes e igrejas. "A medida mais popular não é a criação de restrições, a medida mais popular para quem gosta de um boteco, restaurante, uma festa, é fechar igrejas e abrir bares e restaurantes. Eu fiz o contrário: eu abri igrejas e fechei os lugares de festas. Eu acho importante isso nesse momento".

Ao encerrar a resposta, o prefeito do Rio disse que "popular é quem está fazendo demagogia agora olhando para essa doença. Eu estaria muito mais popular se eu permitisse que tudo ficasse aberto. Eu sei que são medidas impopulares, mas para salvar vidas eu não tenho medo delas", finalizou.

Quando iniciou o mandato, em 2017, o então prefeito do Rio na época, Marcelo Crivella (Republicanos), doou os três primeiros salários para uma estudante da rede municipal. O valor, de cerca de R$ 18 mil mensais na ocasião, foi repassado a uma garota de 9 anos, que precisou de próteses após perder braços e pernas ao contrair meningite menigocócica.

Depois, em abril de 2020, anunciou a doação do salário para o FECC (Fundo Emergencial de Combate ao Coronavírus), que havia sido criado após aprovação da Câmara dos Vereadores. 

Assista à entrevista abaixo:

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