Coronavírus

Rio de Janeiro 'Não permitiremos aglomeração na praia', diz Witzel contra coronavírus

'Não permitiremos aglomeração na praia', diz Witzel contra coronavírus

Governador do Rio anunciou medidas contra a propagação da doença. Aulas serão suspensas em escolas púbicas e particulares do estado por 15 dias

"Não permitiremos aglomeração na praia", diz Witzel

"Não permitiremos aglomeração na praia", diz Witzel

Wagner Maia / Agência O Dia

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, cogita a possibilidade de interditar as praias para evitar a propagação do novo coronavírus SARS-CoV2, que provoca a doença covid-19. "Nós não permitiremos aglomeração na praia", declarou Witzel em entrevista coletiva concedida na sexta-feira (13). 

Witzel assinou decreto que estabelece medidas preventivas temporárias de enfrentamento à doença pelos próximos 15 dias. A partir de segunda-feira (16), ficam suspensas as aulas nas escolas públicas e particulares, creches e instituições de ensino superior. A medida funcionará como antecipação do recesso de meio de ano. Também estão suspensos eventos esportivos, shows e feiras científicas, em local aberto ou fechado. Salas de cinema, teatros e outros equipamentos de cultura devem permanecer fechados já neste fim de semana. 

Ao anunciar as medidas, Witzel foi questionado sobre a possibilidade de, sem aulas e eventos, as pessoas decidirem passar o tempo livre na praia. Foi o que aconteceu em Portugal, onde milhares de jovens ignoraram recomendações e lotaram uma das principais praias do país.

“Em que pese as praias serem de jurisdição federal, o policiamento militar tem a sua obrigação. Neste caso, tratando-se de uma epidemia, não só o Corpo de Bombeiros, como a Defesa Civil e a PM, a Guarda Municipal serão chamados e nós não permitiremos aglomeração na praia", disse o governador. "O momento é de ficar em casa."

A possibilidade de interdição será avaliada ao longo dos 15 dias de paralisação de atividades em todo o estado. Boletins diários serão emitidos pelo governo sobre o controle da epidemia. 

Confira a entrevista coletiva na íntegra:

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