Rio de Janeiro Nuzman, presidente do Comitê Olímpico, chega à sede da PF 

Nuzman, presidente do Comitê Olímpico, chega à sede da PF 

Empresário foi preso em casa, na zona sul da cidade, nesta quinta (5)

Nuzman, presidente do Comitê Olímpico, chega à sede da PF 

Operação investiga irregularidades na escolha do Rio como sede das Olimpíadas

Operação investiga irregularidades na escolha do Rio como sede das Olimpíadas

Fábio Motta/Estadão Conteúdo

O presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Carlos Arthur Nuzman, já está na sede da Polícia Federal, região central do Rio de Janeiro. O empresário chegou por volta das 9h e deve ser levado para o Presídio de Benfica, zona norte da cidade, após prestar depoimento.

Ele foi preso em casa na manhã desta quinta-feira (5), no Leblon, zona sul da cidade. O empresário, que também foi presidente do Comitê Rio 2016, é investigado por intermediar a compra de votos para a escolha do Rio como sede das Olimpíadas.

Gryner sai de casa escoltado por agentes da PF

Gryner sai de casa escoltado por agentes da PF

05.10.2017/ALESSANDRO BUZAS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Além de Nuzman, os agentes federais também prenderam Leonardo Gryner, diretor do COB e braço direito do empresário.

De acordo com os procuradores da Força-Tarefa, "Carlos Nuzman e Leonardo Gryner foram os agentes responsáveis por unir pontas interessadas, fazer os contatos e azeitar as relações para organizar o mecanismo do repasse de propinas de Sérgio Cabral diretamente a membros africanos do COI (Comitê Olímpico Internacional), o que foi efetivamente feito por meio de Arthur Soares (o "Rei Arthur").

As prisões são fruto da operação Unfair Play, um dos desdobramentos da Lava Jato no Rio. A Polícia Federal, em conjunto com o MPF (Ministério Público Federal), também cumpre seis mandados de busca e apreensão em bairros da zona sul e no centro do Rio.

Há exatamente um mês, o empresário foi conduzido à sede da PF para prestar esclarecimentos sobre o caso. Na ocasião, mandados de busca e apreensão também foram cumpridos nas propriedades de Nuzman, além do bloqueio de R$ 1 milhão determinado pela Justiça. 

Para os procuradores, as investigações avançaram de maneira significativa desde a deflagração da Operação Unfair Play, no início de setembro, "tendo sido colhidos elementos que comprovam, de maneira irrefutável, como se deu a operacionalização dos pagamentos e indicam para a atuação de outros atores até então desconhecidos".

Jaqueline Suarez, estagiária do R7 Rio

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