Rio de Janeiro Operação da PM tenta identificar suspeitos de estupro coletivo em comunidade; homem é detido na ação

Operação da PM tenta identificar suspeitos de estupro coletivo em comunidade; homem é detido na ação

Segundo a PM, um homem foi preso; não há informações se ele está envolvido no crime

Policiais localizaram na tarde de sexta (27) a casa onde a adolescente diz ter sido estuprada

Policiais localizaram na tarde de sexta (27) a casa onde a adolescente diz ter sido estuprada

Divulgação/Polícia Civil do Rio de Janeiro

A Polícia Militar faz neste sábado (28) operação para tentar identificar suspeitos de envolvimento em estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos. A ação, que acontece desde as 7h de hoje e conta com ao menos 70 PMs e blindados, vasculha a comunidade São José Operário, na Praça Seca, zona oeste do Rio de Janeiro.

Segundo o comando do 9º BPM (Batalhão de Polícia Militar), de Rocha Miranda, até o começo da tarde um homem foi detido e drogas, apreendidas. Ainda não há informações se o suspeito tem algum envolvimento com o crime de violência sexual.

A DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática), que investiga o caso, informou que, na tarde de sexta-feira (27), policiais civis da 28ª DP (Campinho) realizaram diligência na Praça Seca e localizaram a casa onde a vítima diz ter sofrido o estupro no Morro da Barão.

A polícia diz ter feito perícia no local. Os policiais apreenderam roupas e material usado na endolação de drogas.

Jogador nega estupro e homem admite gravação de vídeo

Na sede da DRCI, com o apoio da DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima), foi colhido ontem um novo depoimento da adolescente. Também foram ouvidos o jogador de futebol Lucas Duarte dos Santos, de 20 anos, que já teria tido um relacionamento com a vítima, e Ray de Souza, que teria gravado o vídeo da garota nua e desacordada. Os dois negaram envolvimento no estupro coletivo.

Lucas alegou que o estupro coletivo é uma invenção da menina para justificar as imagens e o vídeo publicados na internet perante os pais, que são religiosos. Lucas compareceu à DRCI ao lado de Ray e de uma garota não identificada. 

Segundo o advogado de Lucas, Eduardo Antunes, a versão contada pelo jogador para a polícia é de que ele (Lucas) e Ray teriam feito sexo consentido com as meninas na noite do sábado (21) em uma casa abandonada no Morro da Barão após um baile funk. Ray ficou com a adolescente de 16 anos e Lucas com a outra garota. À Rede Record, a vítima disse que Lucas é um ex-namorado.

O advogado afirma que Lucas deixou a casa na companhia da outra jovem. Teriam permanecido no local Ray e a adolescente de 16 anos. Nesse momento, teria sido gravado por Ray o vídeo que se espalhou nas redes sociais em que a garota aparece nua e desacordada em uma cama.

De acordo com advogado, Ray teria assumido a autoria do vídeo para a polícia e alegado que fez a filmagem para enviar a um amigo pelo Whatsapp. O advogado afirma também que Lucas não tem conhecimento do que aconteceu na casa após sua saída e que nega ser namorado da adolescente.

Versão da vítima

Segundo a advogada dela, Eloisa Samy Santiago, no novo depoimento, a menina disse ter acordado no domingo sem reconhecer nenhum dos estupradores, que seriam todos ligados ao tráfico de drogas. Com isso, ela isenta Lucas de participação direta.

— Ela acordou e contou 33 homens com armas, nenhum deles conhecido. Eram homens do tráfico.

Primeiramente, ela foi interrogada pela equipe da DCAV, que acompanha o caso, em "relato livre" a um psicólogo, segundo a delegada Cristina Bento. Concluída essa primeira parte dos depoimentos, a vítima passou a responder às perguntas do delegado Alessandro Thiers, da DRCI. Após meia hora de relato do estupro, começou a chorar e a se dizer envergonhada, o que levou a polícia a interromper o trabalho.

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