Pelo terceiro dia seguido, Bope realiza operação na Rocinha

PM opera em outras 6 comunidades em busca de envolvidos em invasão

Imóvel alvejado na Rocinha
Imóvel alvejado na Rocinha Reprodução/Fogo Cruzado

Pelo terceiro dia consecutivo, policiais militares realizam uma operação na favela da Rocinha, zona sul do Rio. A ação desta quarta-feira (20) é um desdobramento do trabalho iniciado na última segunda (18), em busca dos criminosos envolvidos na disputa do controle do tráfico de drogas no local.

Os militares também atuam na Chácara do Céu, no Leblon; nas comunidades São Carlos, Mineira, Querosene e Zinco, no Estácio, zona norte; e na Vila Vintém, em Bangu, zona oeste da cidade.

Nas proximidades do Morro do São Carlos cerca de 1.800 alunos de duas escolas e quatro unidades de educação infantil estão sem aula. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, as unidades da Rocinha estão funcionando.

Os moradores da Rocinha vivem em clima de guerra desde o último domingo (17), quando criminosos da mesma facção entraram em confronto, disputando o controle dos pontos de tráfico de drogas da comunidade. Eles relatam uma rotina de medo e dizem que os criminosos que dominam a comunidade estão impondo toque de recolher e ordenando o fechamento do comércio no local.

Ainda na manhã desta quarta, uma parte da comunidade permanecia sem energia elétrica. Segundo Light, cabos e transformadores foram atingidos durante o tiroteio no domingo. A concessionária informou que o serviço será totalmente restabelecido assim que os técnicos tiverem condições de segurança adequadas para trabalharem no local. Pelo menos 500 casas continuam sem luz.

Racha na facção

Para a Polícia Militar, os ataques a comunidade teriam sido ordenados por Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, preso na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.

Os confrontos recentes teriam acontecido por um racha na aliança entre Nem e o atual chefe do tráfico de drogas na Rocinha, Rogério Avelino da Silva, conhecido como Rogério 157. Segundo a PM, a briga teria sido motivada pela morte do criminoso Ítalo de Jesus Campos, conhecido como Perninha, a mando de Rogério 157, em agosto passado.

Rogério e Ítalo foram presos pela invasão ao Hotel Intercontinental, em São Conrado, em 2010, e ambos foram libertado em janeiro de 2012, após uma decisão da Justiça.

Prisões na zona oeste

Na Vila Vintém, três homens foram presos após trocar tiros com os policiais do Batalhão de Bangu (14º BPM) que atuavam na comunidade. Os suspeitos foram identificados como Cleiton da Silva Bonfim, o Binho, de 34 anos, Carlos Alexandre Melo Júnior, conhecido como Pipoca, de 20 anos e Carlos Augusto Resende, o 2G, de 19 anos.

Com eles, os agentes apreenderam três pistolas, dois rádios transmissores e drogas ainda não contabilizadas.