Rio de Janeiro Polícia pede prisão de mulher que fazia cirurgias estéticas em casa

Polícia pede prisão de mulher que fazia cirurgias estéticas em casa

Solicitação à Justiça foi feita após suspeita depor; denúncia partiu de mulher que afirma sofrer danos causados por aplicação de silicone em 2012

procedimentos estéticos

Materiais apreendidos em suposta clínica de Cintia

Materiais apreendidos em suposta clínica de Cintia

Reprodução RecordTV

Após prestar depoimento durante 2 horas na 17ª DP (São Cristóvão), Cintia Atibaia teve a prisão solicitada à Justiça pela Polícia Ciivl do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (9). Ela é suspeita de realizar procedimentos estéticos sem licença médica em sua casa, no bairro de Curicica, zona oeste do Rio. 

A denúncia contra Atibaia partiu de uma mulher que teria se submetido a um procedimento estético realizado pela suspeita em 2012.

Segundo a vítima, que preferiu não ser identificada, apesar de ter pago por uma aplicação de metacril nos glúteos, ela recebeu injeções de silicone industrial. Desde então, tem dificuldade para andar e precisa usar fraldas geriátricas por causa das complicações.

"Hoje eu estou fazendo tratamento para retirar o produto que está na minha pele. Ainda tem mais três cirurgias pela frente. Eu estou mutilada", contou em entrevista à RecordTV.

Na casa de Cintia, usada como consultório, a polícia apreendeu seringas, material médico, um carimbo com registro profissional de terapeuta facial e corporal e outro de enfermeira. A ANT (Associação Nacional de Terapeutas) informou que o número do carimbo não existe nos cadastros da entidade e a Federação Nacional de Enfermaria afirmou que o registro apresentado por Cintia pertence a outra pessoa.

"Hoje todo profissional dessa área da saúde está sujeito a ser difamado dessa maneira quando a pessoa está querendo dinheiro", declarou Cintia ao deixar a delegacia.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Marcus Neves, a suspeita será indiciada por exercício ilegal da medicina, lesão corporal gravíssima e associação criminosa, já que pelo menos duas outras pessoas articipariam dos procedimentos ilegais. Ainda segundo Neves, Cintia confessou que participava dos procedimentos estéticos, mas não apresentou documentos que comprovassem a formação profissional de esteticista ou enfermeira.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Odair Braz Jr. e Raphael Hakime

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