Polícia vai ouvir segurança e PM suspeitos de agredir jovem no Rio

Os dois são aguardados para prestar depoimento na 37ª DP (Ilha do Governador) neste sábado (8). Vítima foi ameaça até com arma em shopping 

Suspeitos foram flagrados em vídeo

Suspeitos foram flagrados em vídeo

Reprodução/Record TV Rio

Os dois suspeitos de agressão contra o jovem Matheus Fernandes, de 18 anos, em um shopping na Ilha do Governador, zona norte do Rio, são esperados para prestar depoimento neste sábado (8) na 37ª DP (Ilha do Governador). 

Os homens já foram identificados como um policial militar e um segurança, mas não tiveram os nomes divulgados. 

Em entrevista ao Cidade Alerta RJ, na sexta (7), o promotor Sauvei Lai disse que a polícia investiga se os suspeitos trabalham para o shopping ou para a loja, já que os dois aparecem nas imagens de circuito interno observando os clientes.

De acordo com Sauvei Lai, caso fique comprovado que a vítima foi abordada por causa do biotipo, os homens poderão responder por preconceito em razão da raça, além de abuso de autoridade.

"Se o Matheus fosse branco de olho azul, o procedimento adotado por esse segurança, aliás um deles policial militar, seria este? Isto tudo eu vou considerar quando decidir qual a denúncia será oferecida contra os dois homens", disse.

O promotor ressaltou ainda que, em depoimento, Matheus contou ter tentado explicar aos agressores que o relógio não era roubado e que estava com a nota fiscal no bolso.

"Quando desconfiam do Matheus, eles abordam de forma muito truculenta, inclusive tentando dar uma chave de braço pelas costas. [..] E o PM só o empurrava para fora da loja, para tentar levá-lo para um local mais reservado, entre aspas. Francamente, não sei por qual motivo. Quando o Matheus fica com medo, porque não sabe para onde está sendo levado, ele tenta sair da situação. Nessa hora, o PM é mais violento ainda. O Matheus é levado para a escada do shopping, um lugar onde não tem pessoas, que não é aberto ao público, e começa a agredir, dá uma banda, imobiliza e saca a arma".

Em nota, a Renner afirmou que os dois homens não prestam serviços para a rede de lojas e ressaltou que busca contato com Matheus para “dar suporte necessário”. A assessoria da empresa também afirmou que cobrou esclarecimentos do shopping.

O Ilha Plaza Shopping afirmou que combate atitudes discrimitatórias de qualquer tema e manifestou repúdio ao caso ocorrido. Ressaltou ainda que afastou a empresa de consultoria de segurança contratada.