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Rio de Janeiro Por falta de combustível, BRT e barcas suspendem serviço no Rio 

Por falta de combustível, BRT e barcas suspendem serviço no Rio 

Linhas de ônibus comuns estão apenas com 23% da frota nas ruas neste sábado (26), segundo a Rio Ônibus

BRT Barcas

125 estações estão totalmente  fechadas

125 estações estão totalmente fechadas

Maíra Coelho/Agência O Dia - 25.05.2018

O sexto dia consecutivo da paralisação nacional dos caminhoneiros provocou a interrupção do serviço dos três corredores do BRT neste sábado (26) no Rio de Janeiro. Em comunicado, o consórcio informou que ficou totalmente sem combustível para alimentar os veículos articulados, responsáveis por transportar 450 mil passageiros por dia. 

Pela primeira vez, em seis anos de operação, o BRT parou de funcionar totalmente, segundo informações da concessionária.

As 125 estações foram fechadas e os 440 ônibus articulados ficaram no pátio. São 125 quilômetros de corredores exclusivos, responsáveis por fazer a ligação entre as linhas de ônibus locais e também com o metrô.

O BRT Transcarioca liga o Aeroporto Internacional Tom Jobim à Barra da Tijuca e também ao campus da Universidade Federal do Rio. O Transoeste liga Santa Cruz e Campo Grande com a Barra e o metrô. E a Transolímpica liga Deodoro ao Recreio dos Bandeirantes.

Também por falta de combustível, o transporte de barcas entre o Rio e Niterói foi totalmente suspenso neste sábado. A linha Paquetá está operando com menos viagens. As barcas transportam diariamente, em média, 73 mil passageiros, em seis linhas e 19 embarcações.

As linhas de ônibus comuns estão com 23% da frota nas ruas, segundo a Rio Ônibus. O Sindicato das Empresas de Ônibus do Município do Rio informou ainda que há risco de paralisação total do sistema, caso a situação não seja normalizada em breve. 

De acordo com o SindComb (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes e de Lojas de Conveniência do Município do Rio de Janeiro), nenhum posto de combustível no Rio recebeu combustível nessa madrugada e o estoque está zerado. Apenas hospitais e quartéis foram abastecidos por caminhões que saíram escoltados do terminal da BR Distribuidora.

Até o início da manhã, o Rio permanecia em estágio de atenção devido aos impactos gerados pela greve dos caminhoneiros. As autoridades monitoram os reflexos em todo Estado em um gabinete de crise montado desde ontem no CICC (Centro Integrado de Comando e Controle). 

Falta de alimentos

A greve dos caminhoneiros tem afetado também o setor de alimentos. Segundo a assessoria de imprensa, o movimento foi fraco na Ceasa (Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro) em Irajá, na zorte do Rio, pela manhã. Sem produtos para vender, alguns comerciantes sequer abriram as portas. As mercadorias que sobraram estão mais caras. O preço do saco de 70kg de batata, por exemplo, passou de R$ 78 para R$300.

Arte / R7