Rio de Janeiro Porteira é agredida por morador de prédio na zona sul do Rio; veja vídeo

Porteira é agredida por morador de prédio na zona sul do Rio; veja vídeo

Joyce Santos já tinha procurado a delegacia para denunciar outras ameaças e assédio de um zelador do prédio

  • Rio de Janeiro | Gabriel Pieroni*, do R7, com Monique Bittencourt, da Record TV Rio

Na última terça-feira (27), a porteira de um prédio no Flamengo, na zona sul do Rio, foi agredida por um morador. Imagens do circuito de segurança do prédio mostram quando Ronaldo Wilken, de 63 anos, inicia a discussão, seguida de empurrões e tapas na mulher.

Segundo a vítima, identificada como Joyce Santos, ela já tinha procurado a delegacia para denunciar outras ameaças e assédio de um zelador do prédio. Policiais orientaram Joyce a gravar as interações com o agressor.

As agressões começaram quando Ronaldo percebeu que estava sendo gravado enquanto questionava o retorno dela de uma licença médica tirada após a denúncia de assédio.

"Você se considera uma boa porteira? Eu não acho, sabe? Você fazer o que você fez. Eu não sei de quem é ou quem faz esse tipo de coisa que você faz. Denunciar o rapaz, dizendo que ele cometeu assédio com você. Por que ele faria assédio com você? Você deve ser muito bonita, né?"

Joyce ficou com marcas
 da agressão pelo corpo

Joyce ficou com marcas da agressão pelo corpo

Reprodução/Record TV Rio

Outro morador, que descia para passear com um cachorro, tentou ajudar a mulher e partiu para cima do agressor.  Ronaldo ainda chamou a porteira de "gentinha" e "mentirosa".

Em entrevista à Record TV Rio, Joyce lembrou que a mãe e os irmãos já foram funcionários do prédio, e era isso que incomodava Ronaldo.

"Ele alega que, por eu ser filha da empregada do antigo síndico, eu não sou merecedora do meu cargo. Desde o início ele persegue eu e meus irmãos, que já foram demitidos. Ele afirma que eu seria a próxima, que ele tirou todos de lá e me tiraria também", relatou a mulher.

Os casos foram registrados na 9ª DP (Catete) como ameaça, lesão corporal e injúria. A vítima foi ouvida na sede policial e o caso foi encaminhado ao Jecrim (Juizado Especial Criminal).

Atendimento na polícia 

Segundo a porteira, a ida à delegacia (9ª DP) não resolveu nada, já que ela teria sido destratada pelos agentes.

"Quando eu cheguei lá, o policial disse que não dava para toda vez que eu tivesse um problema ficar levando para a delegacia. Como já tinha sido feito um BO (Boletim de Ocorrência), a gente tinha que resolver o problema sozinha."

Em nota, a Polícia Civil informou que abrirá um procedimento para apurar a denúncia. Além disso, reiterou que o "comportamento citado não é compatível com a postura das equipes das unidades do Rio de Janeiro".

* Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

Últimas