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Rio de Janeiro Postos de combustíveis têm estoque zerado no Rio

Postos de combustíveis têm estoque zerado no Rio

SindComb informou que  há um "colapso" na distribuição de gasolina e diesel, já que o último abastecimento foi feito na segunda-feira (21)

Em média, estoques dos postos duram até quatro dias

Em média, estoques dos postos duram até quatro dias

José Lucena/Estadão Conteúdo-25.05.2018

Não há mais gasolina e diesel nos postos de combustíveis do Rio neste sábado (26), segundo informações do SindComb (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes e de Lojas de Conveniência do Município do Rio de Janeiro). 

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A greve dos caminhoneiros, que chegou ao sexto dia consecutivo, comprometeu totalmente a distribuição de combustíveis líquidos em postos da capital fluminense.

O sindicato afirma que há um "colapso" no serviço, já que o último abastecimento foi feito na segunda-feira (21). Em média, os estoques dos postos duram até quatro dias. 

Ontem, apenas hospitais e quartéis foram abastecidos por caminhões que saíram escoltados do terminal da BR Distribuidora.

A falta de combustível tem prejudicado, principalmente, a operação dos transportes. O serviço do BRT foi interrompido nos três corredores por tempo inderterminado. O transporte de barcas entre o Rio e Niterói também foi totalmente suspenso hoje.

As linhas de ônibus comuns estão com 23% da frota nas ruas, segundo a Rio Ônibus. O Sindicato das Empresas de Ônibus do Município do Rio informou ainda que há risco de paralisação total do sistema, caso a situação não seja normalizada em breve.

Até o início da manhã, o Rio permanecia em estágio de atenção devido aos impactos gerados pela greve dos caminhoneiros. As autoridades monitoram os reflexos em todo Estado em um gabinete de crise montado desde ontem no CICC (Centro Integrado de Comando e Controle).

Falta de alimentos

A greve dos caminhoneiros tem afetado também o setor de alimentos. Segundo a assessoria de imprensa, o movimento foi fraco na Ceasa (Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro) em Irajá, na zorte do Rio, pela manhã. Sem produtos para vender, alguns comerciantes sequer abriram as portas. As mercadorias que sobraram estão mais caras. O preço do saco de 70kg de batata, por exemplo, passou de R$ 78 para R$300.

Arte / R7