Rio de Janeiro Presa em Bangu: mulher de Cabral é fotografada com uniforme de presidiária na cadeia

Presa em Bangu: mulher de Cabral é fotografada com uniforme de presidiária na cadeia

Adriana Ancelmo foi presa na terça (6) acusada de lavar dinheiro com compra de joias

Presa desde terça (6), Adriana Ancelmo foi fotografada com a camiseta verde da Seap com os cabelos presos

Presa desde terça (6), Adriana Ancelmo foi fotografada com a camiseta verde da Seap com os cabelos presos

Reprodução

A advogada Adriana Ancelmo deu entrada na noite de terça-feira (6) no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio, após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal.

Como de praxe,a mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral foi fotografada com a camiseta verde usada em Bangu, com inscrição da Seap (Secretaria de Administração Penitenciária).

Ancelmo foi denunciada pelo MPF (Ministério Público Federal) por lavagem de dinheiro e integrar organização criminosa. A prisão preventiva da advogada Adriana Ancelmo foi decretada pelo juiz Marcelo da Costa Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que aceitou denúncia também contra Cabral.

O juiz cita no despacho que, segundo o MPF, o aprofundamento das investigações revelou que Ancelmo "ocuparia posição central na organização criminosa capitaneada por seu marido, Sérgio Cabral".

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Ainda de acordo com as investigações, a mulher de Cabral seria "uma das principais responsáveis por ocultar recursos recebidos indevidamente por seu marido, valendo-se para tal de seu escritório de advocacia, bem como que teria adquirido ilegalmente verdadeira fortuna em joias de altíssimo valor".

O juiz afirma, com base nas investigações do MPF, que a participação criminosa de Ancelmo se dava após a prática de atos de corrupção de Cabral e de outros acusados. Segundo Bretas, "Ancelmo estaria usando sua condição de advogada e a estrutura de seu escritório de advocacia para propiciar o recebimento de valores espúrios pela organização criminosa descrita pelos investigadores".

Fortuna em joias

As investigações apontam o envolvimento direto de Ancelmo em esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais R$ 6,5 milhões na compra de joias de alto valor entre 2007 e 2016, segundo consta no despacho de Bretas. O valor teria origem no pagamento de propinas de empreiteiras em obras no Estado durante o governo Cabral.

Em 17 de novembro, dia em que a prisão de Sérgio Cabral foi decretada, o juiz negou pedido de prisão de Ancelmo, mas determinou sua condução coercitiva à Superintendência da Polícia Federal do Rio para que prestasse esclarecimentos. Na ocasião, ela disse que "nunca adquiriu joias através de pagamento em espécie".

No mesmo dia, o juiz autorizou mandado de busca e apreensão na residência do casal, no Leblon, zona sul do Rio, onde foram apreendidas joias. Segundo o despacho, as investigações identificaram em joalherias investigadas que Cabral e Ancelmo compraram ao menos 189 joias desde 2000 — a PF apreendeu no cofre do quarto do casal somente 40 peças.

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