Caso Henry

Rio de Janeiro "Quando vê o Jairinho ele chega a vomitar", disse mãe de Henry

"Quando vê o Jairinho ele chega a vomitar", disse mãe de Henry

Mensagens trocadas entre Monique Medeiros e prima pediatra mostram a preocupação da mãe com a saúde da criança

  • Rio de Janeiro | Rafael Nascimento*, do R7, com Jefferson Monteiro, da Record TV Rio

A mãe de Henry Borel, Monique Medeiros, conversou com uma prima pediatra sobre a saúde da criança, seis dias depois de ter sido avisada pela babá, Thayná de Oliveira Ferreira, que Henry sofria agressões do padastro, o médico e vereador Dr. Jairirinho (Sem Partido).

Nas mensagens, Monique relata à pediatra que Henry vomitava ao ver o padastro.

"Quando vê o Jairinho ele chega a vomitar e tremer. Diz que está com sono, que quer dormir e não olha pra ele", escreveu.

Em outro trecho, Monique descreve o comportamento de Henry à prima.

"...agora se recusa a ficar sozinho, não tem apetite, está sempre prostrado, olhado para baixo, noites inquietas com muitos pesadelos e acordando o tempo inteiro. Chora o dia todo", explicou.

Nas mensagens, Monique relata comportamento preocupante de Henry

Nas mensagens, Monique relata comportamento preocupante de Henry

Arquivo pessoal

Monique sinaliza ainda que começou um tratamento psicológico com Henry, uma vez por semana, e que duas sessões já foram feitas; a mãe da criança questiona se é necessário consultar neurologista, psiquiatra e se mais sessões por semana com a psicóloga é indicado, o que é desaconselhado por Renata.

"Acho que agora no início poderia ser 2 vezes na semama. Neuro e psiquiatra não".

Ex-deputado Nelson Bornier morre no Rio de Janeiro

Novos depoimentos

A babá Thayná Ferreira é aguardada na 16ª DP (Barra da Tijuca) para prestar novos esclarescimentos. A expectativa é que ela explique o motivo de ter mentido quando foi ouvida pela primeira vez, ao dizer que Henry nunca foi agredido. Também estão marcados os depoimentos de parentes de uma menina, filha de uma ex-namorada de Dr. Jairinho, agredida quando tinha quatro anos de idade. A avó, um casal de tios e um professor de educação física também são aguardados na DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima).

* Estagiário do R7 sob supervisão de PH Rosa

Últimas