Rio de Janeiro Rio 2016: atletas correm risco em águas contaminadas com fezes, diz análise

Rio 2016: atletas correm risco em águas contaminadas com fezes, diz análise

Segundo agência de notícias, águas têm altos níveis de vírus e bactérias

A Marina da Glória será palco das provas de vela na Rio 2016

A Marina da Glória será palco das provas de vela na Rio 2016

Acervo Riotur/Ricardo Zerrenner

Análise feita pela agência internacional de notícias AP (Associated Press) aponta que atletas que participarão das Olimpíadas correm o risco de ficarem doentes quando em contato com as águas da baía de Guanabara e de praia do Rio de Janeiro. Reportagem publicada nesta quinta-feira (30) diz que as águas estão contaminadas com fezes humanas e as compara a esgoto sem tratamento.

Mais de 10 mil atletas de 205 nações devem competir na Rio 2016. Cerca de 1.400 deles vão velejar nas águas da baía de Guanabara, perto da Marina da Glória, nadar na praia de Copacabana e praticar canoagem na lagoa Rodrigo de Freitas. 

A análise da qualidade das águas em locais que sediarão provas olímpicas revelou altos níveis de vírus e bactérias presentes no esgoto humano, o que, segundo a reportagem, alarmou especialistas internacionais. "Poluição extrema da água é comum no Brasil, onde a maior parte do esgoto não é tratado", diz a AP.

Os resultado da análise repercutiu na imprensa internacional. Em alguns testes, diz a reportagem, vírus causadores de doenças foram encontrados em até 1,7 milhão de vezes o nível do que seria considerado perigoso em uma praia do sul da Califórnia.

O biólogo marinho John Griffith do Southern California Coastal Water Research Project, que examinou os protocolos, metodologia e testes feitos pela AP, afirmou que "o que se tem lá [Rio] é basicamente esgoto bruto". 

— É água de vasos saniários e chuveiros e o que quer que seja que a população jogue em suas pias, tudo misturado, e vai para as águas das praias.

Segundo a AP, foram feitas quatro rodadas de testes em cada um dos três locais de provas olímpicas e na turística praia de Ipanema, onde não haverá eventos da Rio 2016. O teste para vírus apontou que nenhum local é seguro para práticas esportivas, de acordo com especialistas em água. Um especialista que analisou os testes feitos pela AP comparou a qualidade das águas do Rio a de nações africanas e da Índia.

Outro lado

O Inea questionou os critérios da análise feita pela agência de notícias e afirmou que a qualidade das águas está apta para as provas segundo os parâmetros europeu e americano. Por meio de nota, o instituto afirmou que "garante a qualidade da água em todos os pontos das raias olímpicas com exceção da Marina da Glória".

"O Inea esclarece que monitora as condições das águas das raias olímpicas de acordo com os critérios nacionais e internacionais recomendados pelo comitê olímpico.”

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