violência contra a mulher

Rio de Janeiro Rio: mulher é acorrentada por ex-marido no Terminal Alvorada

Rio: mulher é acorrentada por ex-marido no Terminal Alvorada

Vítima passa por problemas de saúde e teria marcado com ex-companheiro para pedir ajuda para pagar aluguel

  • Rio de Janeiro | Rafaela Oliveira, do R7*, com Record TV Rio

Uma mulher de 61 anos foi acorrentada pelo ex-marido em uma pilastra da estação Alvorada, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, na manhã desta quarta-feira (24). De acordo com a assessora da subprefeitura da Barra da Tijuca, Valéria Serapio, que flagrou o ocorrido, a mulher identificada como Eleize Conceição enfrenta um câncer e enfisema pulmonar. 

O encontro entre o ex-casal teria sido marcado para pedir ajuda com o pagamento do aluguel da mulher, já que ela pode ser despejada de onde mora, em Rio das Pedras.

Mulher é acorrentada na Alvorada

Mulher é acorrentada na Alvorada

Reprodução/Internet

O homem trabalha perto do Terminal Rodoviário da Alvorada. Irritado com o pedido da ex-companheira, ele a acorrentou em uma grade de proteção da estação com a corrente da bicicleta. Para retirá-la de lá, o Corpo de Bombeiros trabalhou na quebra da corrente, que estava presa no braço da vítima com um cadeado. 

O caso de Eleize foi encaminhado para a Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá, também na zona oeste. Em conversa com a assessora, a vítima disse estar com aluguel atrasado há três meses.

De acordo com dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), divulgados no dia 7 de março, 105.671 denúncias de violência contra a mulher foram registradas, tanto do Ligue 180 (central de atendimento à mulher) e do Disque 100 (direitos humanos) em 2020. 

Governo registra 105 mil denúncias de violência contra a mulher

No contexto da pandemia da covid-19, os indíces de violência contra a mulher cresceram 60% nos dois primeiros meses deste ano em comparação ao mesmo período de 2020, segundo o Tribunal da Justiça. O número é o pior desde 2015. Para denunciar casos de violência como este, disque 180 para que a Central de Atendimento à mulher registre a violência aos órgãos competentes. O serviço é gratuito e funciona 24 horas por dia.

*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa

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