Rio de Janeiro Rio vacina trabalhadores de educação de 49 anos nesta segunda (24)

Rio vacina trabalhadores de educação de 49 anos nesta segunda (24)

Além deles, pessoas com comorbidades de 34 e 33 anos também serão imunizadas contra a covid-19 hoje

Trabalhadores da educação voltam a ser vacinados a partir de hoje

Trabalhadores da educação voltam a ser vacinados a partir de hoje

Divulgação/Prefeitura do Rio

O município do Rio de Janeiro retoma a vacinação contra a covid-19 dos profissionais de educação nesta segunda-feira (24). Podem ir aos postos de vacinação os profissionais de educação com 49 anos ou mais a partir de hoje. É necessário apresentar um contracheque que comprove o vínculo com instituição de ensino ou declaração da instituição, além de documento com foto e CPF.

Além deste grupo, também serão vacinadas hoje pessoas do grupo prioritário com 34 anos (manhã) e 33 anos (tarde).

A SMS (Secretaria Municipal de Saúde) havia iniciado a imunização desse grupo no dia 26 de abril, mas foi suspensa no dia 7 de maio, após o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), atender a pedido de liminar da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, que questionou a antecipação da vacinação de categorias profissionais em relação ao PNI (Programa Nacional de Imunização).

Segundo o secretário de Saúde do município, Daniel Soranz, o município tem garantidas as doses para aplicar nos grupos prioritários de pessoas com comorbidades e com deficiência permanente, que serão atendidas até o final desta semana. Portanto, é possível prosseguir com a vacinação para os profissionais de educação.

“A determinação do STF recomenda que, se a gente for alterar o calendário do PNI, que nós façamos uma justificativa com base em critérios científicos. A gente não está alterando o calendário. Também na recomendação estava previsto que a gente tivesse vacina reservada para o grupo de comorbidades, que é um grupo bastante sensível e a gente tem vacinas para esse grupo, então é bastante possível estarmos seguindo o calendário sem passar ninguém na frente”.

O secretário Municipal de Educação, Renan Ferreirinha, explicou que o município já aplicou a primeira dose em boa parte dos profissionais de educação acima de 50 anos na rede pública e acima de 52 anos para o ensino superior e privado, sem prejuízo aos demais grupos prioritários. De acordo com ele, a educação sempre foi considerada prioritária pela gestão.

“A gente começa agora essa retomada da vacinação dos profissionais da educação, tanto para a rede pública como na rede privada. Essa vacinação é para todos os profissionais de educação. Estamos falando de professores, merendeiros, diretores, secretários escolares, terceirizados que estão nas nossas unidades escolares. Todos que fazem parte da comunidade escolar enquanto funcionários e servidores, podem ser incluídos nesse grupo”.

População em situação de rua

A população em situação de rua e as pessoas privadas de liberdade também foram incluídas nesta etapa da vacinação, conforme orientação do PNI. Esses grupos serão atendidos na próxima semana. Ainda seguindo a orientação do PNI divulgada na sexta-feira (21), o Rio de Janeiro vai incluir as pessoas com doenças crônicas neurológicas, como acidente vascular cerebral, paralisia cerebral, esclerose múltipla e deficiência neurológica grave.

De acordo com a secretária Municipal de Assistência Social, Laura Carneiro, a cidade tem uma estimativa de 7.275 pessoas em situação de rua, que serão atendidas nos abrigos e centros de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP). Ela explica que essas instituições já têm a relação de pessoas que atendem.

“Vai ser feito nos abrigos e nos Escritórios de Rua que já existem e nos Centros Especializados para População em Situação de Rua (Centro POP), além das instituições privadas. Nos Centros POP, embora as pessoas não durmam, elas vão lá durante o dia, são vacinadas e voltarão para a segunda dose. O resquício dessas pessoas que ainda estiverem vivendo nas ruas, vão ser abordadas pelas equipes que já conhecem todos os locais onde elas ficam. Embora não tenham aceitado o acolhimento, provavelmente todas as pessoas em situação de rua já foram abordadas pelas nossas equipes”.

Vacinação

Segundo a prefeitura, já foram vacinadas na cidade 1,896 milhão de pessoas com a primeira dose, o que corresponde a 28,1% da população. Entre os idosos com 60 anos ou mais, a primeira dose foi ampliada em 97,3% do público alvo. Um total de 880.280 pessoas já receberam as duas doses da vacina. A meta da prefeitura é vacinar 5,2 milhões de pessoas e já foram atendidos 36% com a primeira dose.

A vacinação para pessoas com comorbidade e deficiência permanente termina na próxima semana. A prefeitura orienta quem perdeu o dia para a sua idade a ir assim que possível. Em junho, essa repescagem será feita apenas em dias específicos, a serem divulgados. A partir de junho, a cidade inicia a vacinação por idade, começando com as mulheres com 59 anos no dia 31 e os homens com 59 no dia 1º de junho.

Para quem ainda não tomou a segunda dose da CoronaVac, a SMS reforça a necessidade de completar o esquema vacinal o quanto antes, pois a disponibilidade da vacina pode acabar. Segundo o secretário Soranz, cerca de 120 mil pessoas receberam a primeira dose e estão com o prazo vencido para a segunda.

Boletim epidemiológico

De acordo com o Mapa de Risco de transmissão da covid-19, todas as 33 regiões administrativas da cidade estão atualmente em alto risco, na cor laranja. Após a cidade ficar várias semanas em risco muito alto, em vermelho, com a introdução de uma nova variante do vírus, nas duas últimas semanas se mantém uma tendência de estabilidade. Com isso, o decreto com medidas restritivas publicado no dia 7 foi prorrogado até o dia 31.

A respeito do jogo de amanhã no Maracanã, a segunda partida da final do Campeonato Carioca, entre Flamengo e Fluminense, a prefeitura ressaltou que não será permitida a presença de público e a fiscalização será reforçada para evitar aglomerações.

Sobre a nova cepa indiana do novo coronavírus, Soranz destacou que ainda não foi detectada no Rio de Janeiro e que os casos encontrados no país não são de transmissão comunitária. Segundo ele, a situação está sendo acompanhada pelo alerta da vigilância epidemiológica do Ministério da Saúde.

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