RJ: Anistia Internacional critica política de segurança de Witzel

Relatório, que traz um panorama dos direitos humanos em toda a América, também aponta impunidade na morte da vereadora Marielle Franco

Mortes em ações policiais no RJ subiram em 2019

Mortes em ações policiais no RJ subiram em 2019

Ariel Subirá /Futura Press/2.05.2014/Estadão Conteúdo

A ONG Anistia Internacional criticou nesta quinta-feira (27) a política de segurança do Governo do Rio de Janeiro em um relatório. O documento, no qual aponta o panorama dos direitos humanos na América Latina, também aponta o desconhecimento do mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

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Segundo a Anistia Internacional, a segurança pública do governador Wilson Witzel é caracterizada por níveis elevados de violência em intervenções policiais militarizadas.

O relatório traz como destaque a morte de cinco jovens negros em um período de menos de uma semana, todos como reflexo de operações policiais. Dados do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) apontam que a Polícia Militar do Rio de Janeiro foi a que mais matou no primeiro semestre do 2019, com 1.249 casos.

A secretária executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Weneck, declarou que o ano de 2019 foi de “retrocessos” e afirmou que minorias são as mais atingidas pelos processos.

“A retórica de linha dura que autoridades federais e estaduais adotam abriu espaço para violências cometidas, também por agentes do Estado, especialmente contra defensores e defensoras dos direitos humanos, negros e negras, moradores de favelas, indígenas, pessoas LGBT e mulheres.”

Sobre o caso Marielle, a secretária executiva da ONG no Brasil destacou que a Anistia Internacional considera “fundamental” a conclusão do inquérito da morte da vereadora e de Anderson. Até o momento, apenas os suspeitos da execução foram presos.

“A Anistia Internacional considera a resolução do assassinato de Marielle fundamental para que as autoridades brasileiras transmitam uma mensagem clara para a sociedade de que nenhuma violência contra os defensores e as defensoras de direitos humanos é tolerada no país”.

O R7 procurou a Secretaria de Estado da Casa Civil e Governança do Rio de Janeiro para comentar o assunto, mas não obteve retorno até a publicação da matéria. O site mantém o espaço aberto para a manifestação da pasta.

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa