Bienal do Livro Rio

Rio de Janeiro Sistema auxilia na alfabetização de crianças com autismo e dislexia

Sistema auxilia na alfabetização de crianças com autismo e dislexia

Ferramenta foi apresentada na Bienal aos secretários de educação do Rio; programa está disponível para download para escolas cadastradas no MEC

Sistema foi criado para ajudar crianças com autismo

Sistema foi criado para ajudar crianças com autismo

Felipe Panfili

A Bienal do Livro trouxe um sistema gratuito que auxilia escolas de alfabetização de crianças com autismo e dislexia, além de outras dificuldades na quarta-feira (4). Durante o evento, a ferramenta foi apresentada aos secretários de educação do Município e Estado do Rio de Janeiro.

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Num passeio pelos corredores, a psicopedagoga Zoraide Vianna, de 54 anos, que é professora de um centro de atendimento para estudantes com deficiência em Barra Mansa, conheceu a ferramenta que vai ajudá-la no desafio de ensinar crianças e jovens com autismo, dislexia, deficiência auditiva e visual no letramento.

“Quando o monitor começou a me explicar, percebi que se encaixava na minha linha de trabalho. Pensei que isso pode me ajudar com minhas crianças que não verbalizam. Tenho um aluno da 7ª série, de 16 anos que canta músicas inteiras de Toquinho e Tim Maia, mas não lê. Quando ele começar a ler, cantar e perceber que as letras vão aparecer (na tela), que aquilo pode ser transformado num código, vai ser superinteressante para ele”, disse a professora, que trabalha no Centro Municipal de Atendimento Educacional Especializado de Barra Mansa, atendendo a 165 alunos com autismo e outras deficiências.

Nesta edição, a Bienal do Livro exercita a valorização da diversidade e da inclusão em parceria com grandes marcas. Trata-se de um conjunto de ferramentas gratuitas que está disponível para alunos, professores e diretores de escolas  baixarem on-line.

Entre os recursos, está o Immersive Reader, que permite ao aluno customizar a visualização de textos no computador de acordo com sua necessidade. Além de ser possível, por exemplo, configurar o espaçamento entre letras, o tamanho da fonte e a cor de fundo, a ferramenta também disponibiliza um leitor simultâneo que realça as palavras lidas em voz alta. Conforme o estudante vai lendo, a palavra é iluminada na tela.

Daniel Maia, gerente de negócios da Microsoft, explica que o principal objetivo de divulgar o programa na Bienal do Livro Rio foi se aproximar de educadores, já que muitos ainda não conhecem as potencialidades da ferramenta. Ele destacou o aumento da capacidade de leitura e o reforço da escrita.

“Lá você consegue capturar um texto da internet ou você pode escrever um texto. Pode também colar uma foto e ela faz análise. O desafio das crianças com dislexia que estão aprendendo a ler é se concentrar nas palavras, e a ferramenta ajuda nisso. Já temos vários cases de sucesso, entre eles o de um menino americano, Andrew, que lia seis palavras por minuto e em poucas semanas, já estava lendo 60 palavras por minuto”, contou. Qualquer instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação tem acesso gratuito ao programa.

*Sob supervisão de PH Rosa

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