Rio de Janeiro 'Só sobrou a roupa do corpo', diz vítima de incêndio em ocupação

'Só sobrou a roupa do corpo', diz vítima de incêndio em ocupação

A comunidade em Santa Cruz, na zona oeste do Rio, foi atingida por um incêndio na última quinta-feira (14). Moradores pedem doações

  • Rio de Janeiro | Mariene Lino, do R7*, com Record TV Rio

Pelo menos 100 famílias estão desalojadas após um incêndio de grandes proporções atingir a comunidade Unidos Venceremos, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio, na última quinta-feira (14).

Incêndio ocorreu na noite da última quinta-feira (14)

Incêndio ocorreu na noite da última quinta-feira (14)

Reprodução/Record TV Rio

Elas estão temporariamente abrigadas no Centro Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, na mesma região.

Rio: Polícia faz ação após tiroteio que deixou moradora morta

Em entrevista à Record TV Rio, uma das vítimas do incêndio, Mayara Alves, contou que não conseguiu salvar nenhum pertence. Com isso, restou apenas a própria roupa do corpo.

"Só sobrou a roupa do corpo e essas cobertas que ganhamos ao chegarmos aqui para sermos abrigados nessa madrugada. Não dormi, porque o filme passa na cabeça. O pouco que tínhamos hoje não temos mais. Agora basta esperar para ver o que vai acontecer", afirma Mayara.

Por conta disso, as famílias fazem um apelo para que sejam doados itens básicos de higiene e alimentação. 

"Roupas, fraldas, leite, precisamos de várias coisas", disse Rose Rocha, outra vítima da tragédia.

As doeações estão sendo recolhidos no Centro Esportivo Miécimo da Silva. Em nota, a SMAS informou que os moradores vão receber alimentos, água e os demais itens necessários durante o período em que estiverem no Centro Esportivo. Eles também receberam água, máscaras e álcool em gel das equipes integradas da prefeitura.

A secretária municipal de Assistência Social, Laura Carneiro, explicou que a equipe da secretaria pretende conversar com os moradores para que eles sejam transferidos para abrigos da prefeitura.

"É impossível fazer um acolhimento digno em um espaço como esse, e as pessoas merecem ser acolhidas. Elas sofreram um dano irreparável, foi uma noite muito tensa e triste. Então, a ideia é que a gente possa, conversando com cada um e vendo caso a caso, com a nossa equipe da Assistência Social, transferir paulatinamente essas pessoas", afirmou Laura Carneiro.

No entanto, muitos moradores não querem ser levados para abrigos para não ficar longe de familiares. A SMAS disse que a decisão será tomada pelo prefeito Eduardo Paes em conjunto com as secretarias de Assistência Social e Habitação do município.

Advogada é assaltada dentro de vagão do metrô no Rio

A SMAS informou ainda que duas crianças foram levadas ao Hospital Rocha Faria, também em Campo Grande. Uma deu entrada com quadro de desiratação e a outra com intoxicação por monóxido de carbono. Elas passam bem, segundo a secretaria.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Celso Fonseca

Últimas