violência contra a mulher

Rio de Janeiro Treinador é indiciado por assédio sexual contra quatro alunas no Rio

Treinador é indiciado por assédio sexual contra quatro alunas no Rio

Vítimas relatam episódios de 2017, 2018 e 2019, quando ainda eram adolescentes; professor iniciava conversas inapropriadas

  • Rio de Janeiro | Rafaela Oliveira, do R7*, com Record TV Rio

Um treinador de Muay Thai foi indiciado por importunação e assédio sexual contra quatro alunas no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o professor levava adolescentes para uma sala privada na academia da qual é sócio, no centro da cidade, para tocá-las sem consentimento. Ele responde em liberdade.

Caso é investigado pela 5ª DP

Caso é investigado pela 5ª DP

Reprodução Record TV

De acordo com o depoimento de uma das vítimas, o acusado levava as meninas para a pesagem neste cômodo, onde as atletas permaneciam sozinhas com ele, apenas com a roupa íntima. Em outubro de 2018, ela sofreu três episódios de assédio durante o procedimento.

Ainda teria ocorrido uma quarta tentativa de aproximação do professor durante uma massagem, quando a adolescente, na época com 15 anos, chorou e o homem alegou estar "testando" a vítima.

A irmã dela também sofreu a violência por parte do mesmo professor em 2017, quando o mesmo iniciava conversas com conotação sexual.

Entre 2018 e 2019, o mesmo aconteceu com uma mulher entre 19 e 20 anos. Ela contou também que o indiciado pediu fotos íntimas.

Já uma quarta jovem relata ter sido assediada em 2017, quando tinha entre 16 e 17 anos. Nas ocasiões, o treinador se aproveitava de agachamentos para encostar nas nádegas da vítima, além de dizer coisas inapropriadas como "se fosse mais velha, ficaria com você". 

Em nota, a defesa do treinador informou ter recebido o indiciamento com surpresa e indignação.

As comunicações dos supostos delitos ocorreram mais de 03 (três) anos após os alegados episódios. Uma das supostas vítimas participava normalmente dos treinos até maio de 2021. Não veio aos autos nenhum print das alegadas conversas inapropriadas. A única testemunha indicada pelas vítimas, ao ser intimado, negou ter presenciado qualquer comentário ou comportamento suspeito. A expectativa é de que o Ministério Público arquive o caso por falta de provas.

No entanto, se os fatos forem levados à Justiça, muitos outro(a)s aluno(a)s e professores que conviviam no mesmo ambiente de treinamento poderão testemunhar acerca do comportamento irrepreensível do professor. Aliás, são mais de 20 (vinte) anos consagrados ao esporte, vale dizer, muitos deles, como formador de atletas para competições de nível internacional, sem que, nunca, jamais, em tempo algum tivesse seu nome ventilado como alguém que abusava da sua posição.

Muito pelo contrário. O mestre Edson sempre se destacou na formação de crianças e jovens na comunidade onde mora tendo, por exemplo, a iniciativa de aparelhar um centro de treinamento popular para crianças de 6 (seis) a 12 (doze) anos.

Por fim, a Defesa reitera que respeita as instituições e que o Sr. Edson de Souza sempre estará à disposição das Autoridades para prestar qualquer esclarecimento.

Como pedir ajuda

Segundo a cartilha do Governo Federal, o assédio sexual costuma ocorrer quando estão presentes somente o assediador e a pessoa assediada, o que dificulta a obtenção de provas. Por isso, a vítima deve contar o ocorrido a pessoas de confiança, bem como relatar à Ouvidoria e setor de Recursos Humanos e registrar o caso em uma Deam (Delegacia de Atendimento Especial à Mulher) ou em qualquer delegacia comum.

Ainda há o Dique 180, canal direto para crimes de violência contra a mulher. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa

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