Tragédia no Flamengo
Rio de Janeiro Um mês da tragédia: Flamengo derruba estruturas irregulares de CT

Um mês da tragédia: Flamengo derruba estruturas irregulares de CT

Segundo a Prefeitura do Rio, somente a área do incêndio, onde 10 atletas morreram, ainda está preservada após ter sido interditada pela Justiça

Tragédia Flamengo 2019

CT do Flamengo passa por obras de regularização

CT do Flamengo passa por obras de regularização

Tomaz Silva/Agência Brasil - 08.02.2019

O Flamengo demoliu parte das construções irregulares no CT Ninho do Urubu, onde ocorreu um incêndio que deixou 10 atletas mortos, há um mês, em Vargem Grande, zona oeste do Rio de Janeiro. O local segue interditado pela Prefeitura do Rio.

No último dia 27 de fevereiro, a pedido do MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), uma nova vistoria constatou que o clube tem cumprido o acordo, já que a obra está encaminhada.

Segundo o governo municipal, das construções irregulares, somente a área do incêndio ainda está preservada, já que foi interditada pela Justiça.

Ainda de acordo com a prefeitura, o clube apresentou um novo projeto para ser analisado pela SMU (Secretaria Municipal de Urbanismo) e solicitou outra licença de obras. Anteriormente, técnicos do órgão notificaram e multaram o Flamengo por executar obras divergentes do projeto aprovado.

A Secretaria Municipal de Fazenda informou que aplicou 32 multas - 13 emitidas neste ano - ao centro de treinamento do clube, das quais 23 foram pagas. 

Dos três feridos no incêndio, apenas o atleta Jonatha Ventura, de 15 anos, continua internado. Ele sofreu queimaduras em 30% do corpo e se recupera no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O atleta já se alimenta sozinho e não precisa mais da ajuda de aparelhos para respirar.

O Flamengo segue as negociações com parentes de vítimas na tragédia e, até agora, só uma família aceitou a oferta do clube.

Em relação às investigações, a Polícia Civil pediu ao MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) mais 30 dias para concluir o inquérito. 

Estagiária do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira