Rio de Janeiro Vídeo mostra major da PM dando gravata e arrastando mulher em porta de batalhão; assista

Vídeo mostra major da PM dando gravata e arrastando mulher em porta de batalhão; assista

Manifestantes registraram ocorrência e acusaram oficial por agressões

Major da PM dá gravata e arrasta mulher para viatura

Major da PM dá gravata e arrasta mulher para viatura

Reprodução / Record TV Rio

Um oficial da Polícia Militar deu uma gravata e arrastou de forma truculenta uma mulher para a viatura durante um protesto de familiares PMs em frente ao Batalhão de São Gonçalo (7º BPM), região metropolitana do Rio. O caso aconteceu na manhã desta quarta-feira (15) e rapidamente viralizou na internet. O vídeo mostra o policial identificado como Paulo Cesar de Oliveira Ramos, que seria major da PM, segurando uma manifestante pelo pescoço enquanto a arrasta para a viatura. A mulher que aparece nas imagens é Katleen Toledo, esposa de um policial militar.

Paulo Cesar teria dado voz de prisão as mulheres que ocupavam a porta do 7º BPM, por elas estarem impedindo o trânsito dos militares. O caso terminou na delegacia, com o registro de duas ocorrências. A primeira, do major contra as manifestantes por pertubação do trabalho e a outra das mulheres contra o oficial, que vai ser autuado por abuso de autoridade.

— Eu estou muito chateada com a situação porque eu não esperava que o movimento que tinha intenção de ser pacífico, foi pacífico até o último momento, e infelizmente chegou ao ponto da gente ter que parar em uma delegacia. Ele falou no meu ouvido que eu tinha que morrer, que pra onde eu ia não precisava de sandália. Minha sandália ficou no meio da rua, eu cheguei na delegacia descalça. Realmente foi uma humilhação para mim, minha imagem está exposta em todos os lugares. O vídeo não é nada legal — disse Ketleen em entrevista a Record TV Rio. 

Ela contou ainda que o vídeo que está circulando nas redes sociais não foi filmado pelas mulheres do movimento, mas sim por pessoas que passavam pela rua e presenciaram a cena.

— No meio da rua ele me arrastou e as pessoas que estavam em volta saíram do carro, falavam para quê essa atitude, repreenderam ele. Porque isso não é uma atitude de um policial com uma mulher — explicou Ketleen

Ela e outros familiares de policiais ocupam, desde a última sexta-feira (10), a porta de Batalhões em várias cidades do estado. O acampamento das mulheres é um protesto às péssimas condições de trabalho, aos salários e outros benefícios que estão com pagamento atrasado. Além de Ketleen, outras mulheres foram levadas para a delegacia, todas teriam sido agredidas pelo major e por outros militares que presenciaram a cena. Entre elas uma senhora, de 52 anos, que conversou com a equipe da Record TV Rio.

— Eu fui jogada no chão, fui arrastada para viatura igual a bandido, porque a gente foi tratada igual a bandido. A porta do camburão abriu e a gente só faltou cair no chão. Eu cai aqui, quase bati com a cabeça — contou Elizabeth Lima Matos.

Segundo as manifestantes essa não seria a primeira agressão do major contra as mulheres. Ele já teria empurrado manifestantes e quebrado barraca e isopores, usados no acampamento.

Em nota, o comando do 7º BPM explicou que houve uma tentativa de diálogo para contornar a situação na porta do batalhão, mas devido a resistência do grupo que teria ofendido os policiais, três pessoas foram conduzidas para a delegacia. Sobre as agressões, o texto disse ainda que durante a condução uma manifestante tentou sair da viatura e foram usados meios necessários para detê-la. Por fim, o comando informou que está apurando as circunstâncias do fato.

Veja a reportagem:

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