São Paulo Acompanhe ao vivo a cerimônia de despedida de Bruno Covas

Acompanhe ao vivo a cerimônia de despedida de Bruno Covas

Vítima de câncer, prefeito de São Paulo foi homenageado por amigos e familiares. Ele foi sepultado em Santos, sua cidade natal

  • São Paulo | Do R7

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), foi sepultado no final da tarde deste domingo (16) em Santos, sua cidade de origem. Covas morreu pela manhã, vítima de câncer. O corpo chegou por volta das 17h40, no cemitério Paquetá, onde o político foi enterrado ao lado do avô Mário Covas.

Ele foi velado na sede da Prefeitura de São Paulo, em cerimônia com a presença de amigos e familiares. A cerimônia foi restrita aos convidados da família, para não gerar aglomeração, em função das restrições sanitárias impostas pela pandemia. 

Estiveram presentes na homenagem o governador João Doria (PSDB), a esposa Bia Doria, o filho de Bruno Covas, Tomás Covas, o prefeito em exercício, Ricardo Nunes, entre outros familiares.

Amigos e familiares se reúnem em salão da Prefeitura de SP para homenagear Covas

Amigos e familiares se reúnem em salão da Prefeitura de SP para homenagear Covas

Aloisio Maurício / Estadão Conteúdo / 16.05.2021

Em seguida, em carro aberto, o corpo de Bruno Covas percorreu em cortejo algumas das principais vias do centro até a Avenida Paulista. O corpo então foi levado à cidade de Santos, terra natal do prefeito, onde foi sepultado em cerimônia restrita à família e amigos mais próximos.

O percurso do cortejo com o corpo do prefeito passou pelo Edifício Matarazzo, Viaduto do Chá, a Praça Ramos de Azevedo, a rua Conselheiro Crispiniano, o Largo Paissandu, a avenida São João, avenida Ipiranga, a rua da Consolação, o túnel José Roberto Fanganiello Melhem, a avenida Paulista e a Praça Oswaldo Cruz.

Luta contra o câncer

Covas lutava havia dois anos contra um câncer na cárdia e no fígado e estava internado desde o último dia 2 no Hospital Sírio-Libanês, na região central da cidade, onde realizava o tratamento contra a doença. Na noite de sexta-feira (14), um boletim médico informou que seu quadro era irreversível.

O tucano havia oficializado seu afastamento por 30 dias das funções na prefeitura no dia 3 de maio para se dedicar completamente aos cuidados médicos. Desde então, a gestão paulistana ficou sob responsabilidade do vice-prefeito, Ricardo Nunes (MDB). No entanto, o prefeito era informado das decisões sobre a cidade mesmo durante a sua internação.

Um dia antes do afastamento, Covas já havia sido internado. Em seguida, ele foi transferido para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e intubado, após a descoberta de um sangramento no estômago.

Dias depois, o prefeito publicou nas redes sociais uma foto no quarto do hospital ao lado do filho, Tomás, de 15 anos. Na ocasião, ele agradeceu as mensagens de apoio que recebia da população e demonstrou otimismo no avanço do tratamento.

Mesmo durante a pandemia, Covas não havia se ausentado da agenda de prefeito, preferindo conciliar as atividades políticas com o tratamento. Durante o período mais rígido do isolamento social, decidiu se mudar para a sede da prefeitura.

Entrou no fim de março e só voltou a dormir na própria casa no início de junho, depois de 70 dias, quando começou a flexibilização. Dias depois, contraiu covid-19 e permaneceu em quarentena, trabalhando em casa. Durante a campanha para a prefeitura, também se manteve em atividade e foi à rua.

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