São Paulo Alunos não precisarão frequentar 1/3 das aulas presenciais em SP

Alunos não precisarão frequentar 1/3 das aulas presenciais em SP

Governo revoga resolução do Conselho Estadual de Educação que estabelecia a presença dos alunos na fase amarela do Plano SP

  • São Paulo | Marcos Rosendo, da Agência Record

Aulas devem voltar na próxima segunda (8)

Aulas devem voltar na próxima segunda (8)

Kaique Dalapola/R7

O Governo de São Paulo anunciou, nesta sexta-feira (5), que não será obrigatório que aluno frequente pelo menos um terço de aulas presenciais nas escolas públicas e privadas neste ano. O anúncio foi feito pela Secretaria Estadual de Educação.

Uma resolução do Conselho Estadual de Educação estabelecia que na fase amarela do Plano São Paulo de combate ao coronavírus, o aluno tinha que estar presente em ao menos um terço das aulas presenciais.

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A Secretaria Estadual de Educação revogou essa medida, alegando que a intenção é preservar ainda mais a segurança dos estudantes. A pasta negou que a medida tenha relação com a decisão dos professores anunciarem uma greve a partir de segunda-feira (8).

O governo destacou que os primeiros dias de aula serão monitorados e as escolas estarão prontas para adotar as melhores estratégias para garantir a retomada das aulas com segurança e qualidade.

Greve dos professores

A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) afirma que os docentes vão entrar em greve a partir de segunda-feira (8), data marcada para a volta às aulas presenciais na rede estadual.

Em resposta, o governo de São Paulo disse que tomará as medidas judiciais cabíveis contra essa decisão. A nota da gestão João Doria (PSDB) afirma ainda que, em caso de faltas dos professores, o superior imediato vai analisar a justificativa apresentada, de acordo com a legislação. "Faltas não justificadas pelos profissionais serão descontadas", diz a nota.

A deputada estadual Professora Bebel (PT), presidente da Apeoesp, afirma que a atitude se trata de uma "greve sanitária em defesa da vida contra a volta às aulas presenciais". A sindicalista afirma que, diferentemente de outras paralisações, desta vez o foco é a saúde, preservar vidas, tanto de professores quanto de alunos, funcionários e familiares.

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