São Paulo Ambientalistas pedem manutenção de decreto que protege Cantareira

Ambientalistas pedem manutenção de decreto que protege Cantareira

Sistema entrou em 2021 no período de seca com nível menor de água. Entidades entregaram hoje abaixo-assinado a João Doria

Agência Estado
Cantareira entrou no período de seca com nível menor de água

Cantareira entrou no período de seca com nível menor de água

Luis Moura/AGE/Estadão Conteúdo - 01.08.2015

Mais de 100 entidades ambientalistas entregaram nesta segunda-feira (24) um abaixo-assinado ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), solicitando a manutenção integral do Decreto 65.244/2020, que garante a proteção ambiental dos mananciais do Sistema Cantareira. O Cantareira entrou neste ano no período de seca com um nível menor de água devido ao baixo volume de chuvas nos últimos meses.

Em outubro de 2020, foi aprovado o decreto que estabeleceu o plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Sistema Cantareira.

O decreto restringe o desmatamento e a ocupação imobiliária nas áreas de mananciais nos municípios paulistas de Bragança Paulista, Joanópolis, Mairiporã, Vargem, Nazaré Paulista, Piracaia e Atibaia. No entanto, em 19 de fevereiro de 2021, os prefeitos das cidades solicitaram a Doria a retirada do decreto.

Para Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), a sobrevivência hídrica de São Paulo depende da manutenção do Sistema Cantareira, que também abastece toda a região da Bacia Hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

O Sistema Cantareira é responsável pelo abastecimento de 9 milhões de habitantes da capital paulista. Desde a maior crise de abastecimento da história, de 2014 a 2016, o Cantareira tem tido dificuldades em se recuperar.

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