São Paulo Aplicativo vira botão de pânico contra violência doméstica em SP

Aplicativo vira botão de pânico contra violência doméstica em SP

Programa Guardiã Maria da Penha garante acionamento da guarda civil em situações de emergência e pedidos de socorro

aplicativo lei maria da pena

Aplicativo atende, hoje, 170 mulheres na região central de São Paulo

Aplicativo atende, hoje, 170 mulheres na região central de São Paulo

Reprodução/blog


Criado para atender mulheres vítimas de violência doméstica, o programa Guardiã Maria da Penha - parceria entre a Guarda Civil Metropolitana e o Ministério Público de São Paulo - será ampliado. Começa a funcionar nesta quarta-feira (24) um aplicativo com função de botão do pânico.

Pelo aplicativo, a equipe vai até a casa da vítima, apresenta-se e passa as orientações. Após o primeiro contato e a inclusão no programa, há rondas nos locais onde a mulher se sente ameaçada.

Veja também: Brasil tem mais de 10 mil casos de feminicídio pendentes na Justiça

"Eu encorajo todas as mulheres a tomarem a mesma iniciativa que tomei. Não somos obrigadas a viver sendo espancadas e não devemos ter medo de denunciar", afirma Susana, uma dona de casa de 49 anos que enfrentou problemas de violência com o marido e o filho e pediu medida protetiva. "Acredito que vou ficar mais protegida com o aplicativo. Só um clique e a ajuda vem imediatamente."

O Guardiã atende hoje 170 mulheres da região central de São Paulo. E será ampliado para as regiões norte e sul da capital no dia 1º de novembro. Desde 2014, a iniciativa já realizou 42.814 visitas e atendeu 1.888 mulheres. Na prática, o MP (Ministério Público) encaminha os casos de medidas protetivas para a GCM (Guarda Civil Metropolitana), com classificação de risco verde, amarela ou vermelha, pela gravidade. 

Até esta terça-feira (23), caso estivesse em situação de emergência e precisasse pedir o socorro de guardas-civis, a única opção da vítima seria telefonar para o 153. Hoje o aplicativo é mais uma possibilidade de acionamento.

Em Sorocaba, no interior paulista, um aplicativo de botão do pânico funciona desde fevereiro - e já teve 50 acionamentos. Em outras cidades de São Paulo, as vítimas podem recorrer ainda ao aplicativo Juntas (PLP 2.0) que "pede socorro a pessoas cadastradas". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Access log