São Paulo Após 12 dias com vazio de poder, Ribeirão Preto terá vereadora no comando da cidade

Após 12 dias com vazio de poder, Ribeirão Preto terá vereadora no comando da cidade

Prefeita e presidente da Câmara foram afastados e vice-prefeito renunciou ao cargo 

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Dárcy Vera conseguiu habeas corpus

Dárcy Vera conseguiu habeas corpus

Célio Messias/24.08.2009/Estadão Conteúdo

A vereadora e presidente interina da Câmara de Ribeirão Preto, Gláucia Berenice (PSDB), anunciou que irá assumir nesta quarta-feira (14), a prefeitura do município paulista para cumprir os 18 dias restantes do atual mandato. Ela será empossada no cargo vago desde o último dia 2, após a prisão e o afastamento da prefeita Dárcy Vera (PSD) — suspeita de participar de um esquema que pode ter desviado R$ 45 milhões dos cofres municipais e investigada na Operação Mamãe Noel, deflagrada pela Polícia Federal e o Ministério Público.

Até setembro, Gláucia era a primeira secretária da Câmara e assumiu o comando interino do Poder Legislativo de Ribeirão Preto após o afastamento do presidente Walter Gomes (PTB) durante a Operação Sevandija, que deu origem à operação do início deste mês.

Após a prisão da prefeita, o vice-prefeito Marinho Sampaio (PMDB) renunciou e Gláucia evitava assumir o cargo por temer possíveis processos futuros pelo fato de ter de assinar as contas do município de 2016.

Presidente afastado da Câmara de Ribeirão Preto é preso pela PF

Depois de o TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) informar que não indicaria um juiz da cidade para assumir o cargo — uma das opções para substituir Dárcy — a vereadora decidiu assumir. Gláucia terá ainda como missão pagar o 13º salário dos servidores, que está atrasado, antes de entregar o cargo ao prefeito eleito Duarte Nogueira (PSDB). Ela retornará à Câmara, já que foi reeleita.

Liberdade

O ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Sebastião Reis Júnior concedeu, nesta terça-feira (13), liminar para soltar Dárcy Vera — presa desde o dia 2, no presídio de Tremembé, no Vale do Paraíba.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio, disse que a prisão da prefeita era necessária "para cessar atividades criminosas". A prisão foi decretada pelo desembargador Paulo Dimas de Bellis Mascaretti, presidente do Tribunal de Justiça do Estado.

"O argumento central do pedido liminar é que não há necessidade da prisão antecipada neste caso", disse a advogada Cláudia Seixas, dias após a prisão de sua cliente. "Reitero que Dárcy nunca se furtou a prestar esclarecimentos. Foi ouvida em três oportunidades, longamente, uma vez por nove horas (na Procuradoria-Geral de Justiça), outra por cinco horas. Sempre respondeu todas as indagações que lhe foram feitas pelas autoridades", diz a defensora.

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