São Paulo Após atacar pedreiros com gás de pimenta, homem oferece R$ 6 mil  

Após atacar pedreiros com gás de pimenta, homem oferece R$ 6 mil  

Morador de prédio nos Jardins foi preso em agosto do ano passado. Operários vítimas do ataque não aceitam indenização proposta

Wilson foi preso após atacar os trabalhadores, mas está em liberdade

Wilson foi preso após atacar os trabalhadores, mas está em liberdade

Reprodução / Record TV

O morador de um prédio nos Jardins, na zona sul de São Paulo (SP), que atacou pedreiros com gás de pimenta e foi preso em agosto do ano passado, quer oferecer uma indenização de R$ 6 mil a cada uma das vítimas. Diante das consequências do ataque, os operários não aceitam o valor.

Uma das vítimas entre os trabalhadores, Paulo César relatou ao R7 que ele e os colegas estão decididos sobre a recusa. “Foi pelas palavras dele: falou que esperava que a gente aceitasse qualquer valor porque somos operários. Pelos danos que ele causou e pela possibilidade de um homicídio, vamos aceitar os R$ 6 mil? Claro que não”, afirmou Paulo.

Ele conta que, antes do ataque, os funcionários já haviam sido ameaçados mais de uma vez por Wilson Moreira da Costa Júnior, o morador do prédio. Após o ataque, o operário desenvolveu alergia e teve de tratá-la nos últimos meses, mas pelos valores e falta de condições financeiras, relata que parou com os tratamentos.

O advogado dos trabalhadores, João Piccinato, diz que, na proposta dos R$ 6 mil, Wilson e seu representante alegaram que o gás não era letal e nem apresentava um dano à vida, havendo somente um aborrecimento no ataque. 

Uma reportagem feita à época indicou que, além do gás de pimenta usado no ataque, foram encontrados no apartamento de Wilson recipientes de clorobenzina, substância química usada para fazer inseticidas.

O pedido inicial das vítimas era de R$ 38 mil para cada um – os três operários e uma funcionária do prédio –, mas não foi acatado.

“Não concordamos com o acordo que apresentaram: foi comprovado com laudos que poderia ser letal na quantidade usada, e não concordamos com esse valor. Não apresentamos contraproposta porque os próprios operários estão bem abalados e não querem uma composição amigável, mas uma condenação por parte do réu”, explica Piccinato.

A reportagem enviou uma mensagem para Wilson Moreira, o réu, pedindo uma posição a respeito dos fatos, e também procurou seu representante por telefone. Até o momento, não houve resposta. O espaço está aberto para que enviem suas versões do caso.

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