São Paulo Após barrar narguilé em parque, GCM morre agredido no ABC

Após barrar narguilé em parque, GCM morre agredido no ABC

GCM recebeu reclamação de que grupo fumava em parque próximo de crianças. Ao abordar homem, guarda levou dois socos e teve parada cardíaca

Reprodução Record TV

O Guarda Civil Municipal Benedito Manoel da Silva morreu na madrugada desta quinta-feira (16) após ser agredido no Parque Prefeito Celso Daniel, em Santo André, no ABC Paulista, na tarde da quarta-feira (15). 

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De acordo com informações da GCM, uma equipe da corporação foi acionada por pais que utilizavam o playground infantil do parque, com reclamações de que pessoas estariam no local fumando narguilé, assoprando fumaça nas crianças e incomodando as famílias.

No momento em que os guardas foram conversar com os jovens que estavam fumando, um homem teria dado dois socos no GCM Benedito Manoel da Silva. O parceiro dele interveio e algemou o agressor.

Benedito passou mal, perdeu a consciência e sofreu três paradas cardíacas. Equipes socorreram o GCM, ao Centro Hospitalar Municipal de Santo André, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu durante a madrugada desta quinta-feira (16).

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Por meio de nota, a Prefeitura de Santo André lamentou a morte do agente, que atuou na Guarda Civil Municipal por 33 anos. O caso foi registrado no 4º DP de Santo André como lesão corporal e resistência. O agressor foi liberado.

De acordo com o secretário adjunto da Secretaria de Segurança de Santo André, José de Oliveira, o GCM foi agredido ao tentar orientar o rapaz, que fazia uso do narguilé no playground infantil do parque a sair do local por incomodar crianças que brincavam no local.

O secretário afirmou que Benedito Manoel foi ao local por duas vezes, já que na primeira orientação, o agressor se recusou a deixar o local. Na segunda tentativa, ao se aproximar, foi agredido com socos no peito.

Ainda de acordo com o secretário, Manoel foi encaminhado até a sala de segurança onde passou mal. Ele foi levado para a UPA Central e transferido, posteriormente ao Centro Hospitalar Municipal, onde não resistiu e faleceu.

O secretário confirmou que o suspeito de agressão foi levado à delegacia e afirmou que não deveria sair do local pois o uso não seria proibido. José de Oliveira afirmou que a orientação foi para que usasse em outro local.

O Boletim de Ocorrência foi registrado como resistência e lesão corporal. Segundo o secretário, foi aberto um inquérito que deverá ser adicionado agravante, já que a agressão resultou na morte do GCM.