Novo Coronavírus

São Paulo Após denúncias de aglomerações, cinco praças já foram lacradas 

Após denúncias de aglomerações, cinco praças já foram lacradas 

Os parques municipais estão fechados há mais de dois meses e 5 mil áreas verdes  têm restrições pontuais onde há desrespeito à quarentena

Agência Estado
A Prefeitura de São Paulo instalou cadeados na Praça Barão de Japurá, no Jabaquara

A Prefeitura de São Paulo instalou cadeados na Praça Barão de Japurá, no Jabaquara

FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO-22/05/2020


Em meio a esforços para estimular a população a ficar em casa, ao menos cinco praças na cidade de São Paulo já foram lacradas para impedir aglomerações e conter o avanço da pandemia do novo coronavírus. A extensão da medida às 5 mil áreas verdes da cidade é considerada inviável pela Prefeitura da capital, que tem feito restrições pontuais em locais onde há denúncias de desrespeito à quarentena. Os parques municipais estão fechados há mais de dois meses.

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Nesta quinta-feira (21), funcionários da subprefeitura do Jabaquara, na zona sul, instalaram manilhas de 200 quilos na Praça Barão de Japurá para barrar a entrada de uma quadra esportiva onde os vizinhos relataram constantes aglomerações de moradores que insistem em praticar esportes no local. Eles chegaram a arrastar os tubos de concreto para acessar a quadra, e a subprefeitura então instalou um cadeado na porta da quadra.

Na sexta (22), os portões da Praça Comunitária da Vila Mariana e da Praça Rosa Alves da Silva foram soldados pela subprefeitura local. Moradores que moram nas redondezas da Praça Werther Maynard Krause, em Indianópolis, na zona sul, também resolveram fechar o acesso ao local, que tem grades e portões. O primeiro local fechado pela Prefeitura após denúncias de aglomerações foi a Praça Pôr do Sol, no Alto de Pinheiros, em abril.

No mês passado, o prefeito Bruno Covas (PSDB) estimou que o isolamento de todos os 5 mil espaços verdes e ajardinadas da capital custaria ao menos R$ 4 bilhões e disse que a medida só seria tomada em casos excepcionais. Segundo a Prefeitura, foram colocadas “faixas em 15 locais, distribuídos entre praças públicas, canteiros e vias, na tentativa de desmotivar o uso desses espaços como medida de conscientização e prevenção da população, especialmente os idosos, devido à pandemia do novo coronavírus”.

A preocupação de virologistas com a prática de esportes é que o contato com superfícies contaminadas e com gotículas de saliva estão entre os principais vetores de infecção pelo coronavírus. Tocar o rosto para tirar o excesso de suor, saliva ou secreções, por exemplo, pode aumentar a disseminação do vírus. O mesmo pode ocorrer caso alguém infectado deixe secreções em superfícies como maçanetas, portas e apoios.

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