São Paulo Após encontro de bunker pela PM, 2 suspeitos morrem em confronto

Após encontro de bunker pela PM, 2 suspeitos morrem em confronto

Um dos baleados seria irmão de um líder de facção criminosa, preso nesta semana na fronteira do Brasil com o Paraguai

  • São Paulo | Laura Lourenço e Beatriz Leite, da Agência Record

Dois suspeitos morreram após confronto armado com a Polícia Militar em Parelheiros, zona sul de São Paulo, nesta quinta-feira (7). Uma espécie de bunker com armas, munições e granadas foi localizado no imóvel.

A chácara fica na avenida do Paiol, uma entrada do Rodoanel Mário Covas, limite entre o município de Embu-Guaçu e o distrito de Parelheiros, zona sul da capital.

Os policiais receberam uma denúncia anônima de que no endereço estavam escondidos suspeitos de participar do mega-assalto a agências bancárias em Araçatuba, no interior de São Paulo, em agosto, juntamente com o arsenal usado no ataque.

Suspeitos usavam o bunker para guardar os armamentos

Suspeitos usavam o bunker para guardar os armamentos

Reprodução - 07.10.2021

Quando as equipes do 5º Baep (Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar) chegaram ao endereço, houve uma troca de tiros. Dois suspeitos foram baleados e mortos.

De acordo com informações da Record TV, um dos baleados seria irmão de Anderson Menezes de Paula, mais conhecido como Tuca, um dos líderes de facção criminosa. Ele foi preso nesta semana com outros três homens na fronteira entre o Brasil e Paraguai, em uma ação conjunta entre as autoridades dos dois países.

Além de comandar o tráfico na fronteira, Tuca era especialista no preparo, manuseio e instalação de explosivos.

Bunker

Durante averiguação, a PM descobriu que o imóvel funcionava como uma espécie de bunker. Em um pequeno compartimento na parede de um dos cômodos, havia acesso a um corredor. No espaço, foram encontradas pistolas, fuzis, diversos coletes balísticos, munições para armas de grosso calibre, coldres, granadas de uso das Forças Armadas, explosivos e carregadores de fuzis caracóis. 

As equipes também localizaram mais de dez peças de uniforme da Polícia Civil. O Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) foi acionado para a ocorrência e desarmou sete granadas.

Informações apontam ainda que o local teria sido usado para planejar os últimos ataques a cidades do interior paulista.

O caso foi encaminhado à Polícia Federal. As apurações estão em andamento e nenhuma linha de investigação foi descartada. 

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