Tiroteio em Suzano
São Paulo Atirador matou tio após levar uma "chamada" por problemas na escola

Atirador matou tio após levar uma "chamada" por problemas na escola

Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro cometeram ataque na manhã desta quarta-feira (13), que deixou dez mortos ao total, em Suzano

massacre em escola de Suzano

Lava-rápido da primeira vítima do ataque em Suzano Jorge Antônio  de Moraes

Lava-rápido da primeira vítima do ataque em Suzano Jorge Antônio de Moraes

Kaique Dalapola/R7

A primeira vítima do massacre que terminou com 10 mortos na manhã desta quarta-feira (13), em Suzano, na Grande São Paulo, foi o empresário Jorge Antônio de Moraes, tio de Guilherme Taucci Monteiro, um dos atiradores.

Segundo o gerente de negócios Rodrigo Cardi, 34 anos, que trabalhou com Jorge nos últimos quinze anos, o possível motivo para o crime foram alguns conselhos que o tio havia dado após problemas do adolescente na escola. Cardi disse que não conhecia Guilherme.

Segundo o gerente, por volta das 9h10 o atirador Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, entrou sozinho no lava-rápido em que o tio é dono, depois no escritório onde Jorge estava e o chamou. Quando o empresário olhou, o jovem teria efetuado pelo menos três disparos.

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Cardi chegou ao local cerca de 20 minutos depois do crime. Ele afirma que fazia cerca de uma hora que Jorge havia aberto o lava-rápido e estava acompanhado de um funcionário. 

O lava-rápido não tem câmeras de segurança. Jorge era dono do estabelecimento havia 27 anos, segundo o gerente. Ele era casado, e morava com a mulher e três filhos.

Cardi acredita que Guilherme só queria matar o tio, porque sequer olhou para o outro funcionário do lava-rápido que estava próximo de Jorge. Em seguida, o jovem entrou no Chevrolet Ônix e foi para a escola estadual Professor Raul Brasil, onde outras 18 pessoas foram feridas.

Na escola, Guilherme chegou acompanhado de Luiz Henrique de Castro, de 25 anos. Eles entraram no colégio por volta das 9h40 e iniciaram os disparos. Cinco alunos e a coordenadora morreram no local. No hospital, além de Jorge, outra funcionária da escola não resistiu aos ferimentos. Nove pessoas continuam internadas.

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