São Paulo Ato em SP pede prorrogação da desoneração da folha de pagamento

Ato em SP pede prorrogação da desoneração da folha de pagamento

Manifestação pedia a derrubada do veto de Jair Bolsonaro à prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 categorias do setor de serviços

  • São Paulo | Thays Reis, da Agência Record

Ato ocorreu na manhã desta terça-feira, de forma pacífica

Ato ocorreu na manhã desta terça-feira, de forma pacífica

Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo - 03.11.2020

Manifestantes da Força Sindical realizaram ato na manhã desta terça-feira (3), na Avenida Paulista, em São Paulo, pedindo a derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 categorias do setor de serviços. O veto será avaliado em reunião do Congresso na quarta-feira (4).

Os sindicalistas também reivindicavam a votação da medida provisória que trata do auxílio emergencial, mas com o aumento de R$ 300 para R$ 600.

A manifestação ocorreu por volta das 10h30 até as 12h03 e terminou de forma pacífica, segundo a sala de imprensa da Polícia Militar. Outra manifestação de líderes sindicais e empresariais foi realizada em Brasília e contou com a presença do líder do PSL no Senado, o senador Major Olímpio, que vem defendendo a derrubada do veto. 

A desoneração foi criada em 2011 e consiste em um sistema diferenciado de recolhimento da contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pelos patrões, permitindo economia a empresas de áreas como call center, transportes e telecomunicações. Elas empregam juntas 6 milhões de trabalhadores.

Entenda o que está em jogo na votação sobre veto à desoneração

Em julho, o presidente Jair Bolsonaro vetou artigo de uma lei para prorrogar a desoneração até o final de 2021 afirmando não haver previsão para essa renuncia de receita no Orçamento do próximo ano, entre outros argumentos.

Parlamentares e o empresariado afirmam que demissões ocorrerão no próximo ano caso a desoneração seja realmente extinta. 

Já o governo tenta negociar uma saída. Uma possibilidade que vem sendo defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, é a possibilidade de uma desoneração a todos os setores da economia. Ela seria bancada com a criação do imposto sobre transações digitais.

Com alíquota de 0,2%, o tributo que vem sendo chamado de “nova CPMF”, permitiria uma arrecadação de R$ 120 bilhões por ano, dos quais R$ 70 bilhões seriam usados para cobrir a desoneração, segundo o governo. Guedes, no entanto, vem afirmando que a ideia do imposto digital, alvo de críticas, está "morta". Governo e congressistas tentam chegar a um acordo até a votação de quarta-feira.

Últimas