Atos pró e contra governo têm bombas e confrontos na Paulista

Torcidas organizadas antifascistas de futebol e apoiadores do presidente protestaram neste domingo. PM usou bombas para dispersar manifestantes

Manifestantes pela democria tomam parte da Avenida Paulista, no centro de SP

Manifestantes pela democria tomam parte da Avenida Paulista, no centro de SP

Anderson Lira/Framephoto/Estadão Conteúdo - 31.05.2020

Manifestantes entraram em confronto com policiais militares na Avenida Paulista, no centro da capital, na tarde deste domingo (31). A via é palco de atos pró e contra o presidente Jair Bolsonaro.

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O primeiro ato a favor da democracia e contra o fascismo começou por volta das 11h25, próximo ao Masp (Museu de Arte de São Paulo), segundo a Polícia Militar. O protesto era liderado por membros de torcidas organizadas de futebol.

Em vídeos divulgados nas redes sociais, manifestantes vestidos de preto seguram uma faixa escrito "Somos pela Democracia" e gritam palavras de ordem.

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Após mais de uma hora, começou um segundo ato, a favor do presidente Jair Bolsonaro, com pessoas que vestiam as cores verde e amarela, também na Avenida Paulista.

Por volta das 13h30, a Polícia Militar separou um início de confusão entre os bolsonaristas e torcedores. Para isolar as frentes, a polícia realizou um cordão de isolamento, além de lançar bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.

Os manifestantes contra o presidente Bolsonaro arremessaram pedras na direção dos PM. Até o momento não há informação de feridos. Um grupo que portava um canivete já foi detido e encaminhado ao 78° Distrito Policial do Jardins, de acordo com a Polícia Militar.

Houve, ainda, durante as manifestações, a prisão de alguns manifestantes contrários ao governo de Jair Bolsonaro, como confirmou o Estado de S. Paulo. Eles foram encaminhados ao 78º Distrito Policial, nos Jardins, zona sul da capital paulista. O número total não foi informado pela PM.

Ação "dos dois lados"

Em manifestação publicada nas redes sociais, o governador João Doria (PSDB) defendeu a ação da PM em função dos protestos ocorridos na Avenida Paulista.

"A Policia Militar de São Paulo agiu hoje para manter a integridade física dos manifestantes, na Avenida Paulista. Dos dois lados. A presença da PM evitou o confronto e as prováveis vítimas deste embate. Todos têm direito de se manifestar, mas ninguém tem direito de agredir. No processo democrático, manifestações devem ser respeitadas. Mas posições contrárias não podem ser expressadas com violência nas ruas. O Brasil precisa de paz, diálogo e respeito às instituições, para preservar sua democracia. Deveríamos estar todos unidos para superar a mais grave crise de saúde da nossa história", escreveu o governador.

Números sobre o confronto

Em nota enviada pela SSP-SP (Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo) ao R7, o governo estadual declara que a Polícia Militar designou mais de 200 policiais dos batalhões territoriais e especializados, como o BAEP, Choque e Trânsito para fazer a segurança de participantes e garantir a ordem nos atos iniciados por volta das 11h30 deste domingo (31), na Avenida Paulista.

O texto diz que, durante os trabalhos, houve briga generalizada e a PM atuou para impedir o conflito entre os grupos antagonistas. Cinco pessoas foram detidas e conduzidas ao 78º DP (Jardins). Um homem, de 43 anos, foi agredido pelos investigados e socorrido à Santa Casa.

SP: atos na Avenida Paulista têm confronto entre manifestantes e PM