Baixada Santista fecha praias, hotéis e quer barrar estradas

Os prefeitos da região encaminharam pedido para restrição ao acesso às cidades pelo Sistema Anchieta-Imigrantes para o governo do Estado

Determinação também prevê suspensão das atividades de hotéis e pousadas

Determinação também prevê suspensão das atividades de hotéis e pousadas

Paulo Pinto/Estadão Conteúdo

Prefeitos das cidades da Baixada Santista decidiram proibir totalmente o acesso às praias a moradores e turistas, incluindo comércio ambulante, barracas, cadeiras e guarda-sol. A medida faz parte de um pacote de restrições definidas nesta quinta-feira (19), para evitar a chegada do novo coronavírus na região, assim como conter o avanço a partir da confirmação de caso da doença.

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As medidas incluem também o fechamento, a partir desta sexta-feira (20), de shoppings, com exceção dos serviços essenciais, como supermercados e farmácias; casas noturnas, academias e templos religiosos;  e recomendação de redução do atendimento em restaurantes, bares e lanchonetes, com incentivo ao delivery.

Integram as determinações a restrição total do funcionamento da rodoviária, exceto para profissionais de saúde, assistência social e segurança; suspensão das atividades de hotéis e pousadas a partir de segunda-feira (23); e controle dos imóveis de veraneio.

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“São Paulo é o epicentro do novo coronavírus no Brasil e estamos tendo uma curva de crescimento maior que a da Itália. Embora não tenhamos, ainda, casos confirmados, é preciso se prevenir. A responsabilidade nos exige tomar medidas mais rigorosas para preservar a vida das pessoas. Fazemos um apelo para que as pessoas fiquem em casa, que tenham a dimensão e a consciência da gravidade que estamos vivendo”, afirmou o prefeito Paulo Alexandre Barbosa, em coletiva de imprensa após a reunião. 

Acesso às estradas

A determinação de restringir o acesso à Baixada Santista foi encaminhada ao governo do Estado. “Pedimos que seja iniciada campanha de conscientização para desestimular o uso do sistema Anchieta-Imigrantes por parte das pessoas que não têm a necessidade de utilizá-lo. Vamos passar essa deliberação para o governo do estado para que a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) fiscalize”, disse Barbosa.