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São Paulo Baixada Santista (SP) vai adotar lockdown a partir de terça-feira (23)

Baixada Santista (SP) vai adotar lockdown a partir de terça-feira (23)

Decisão para frear a disseminalção do covid-19 foi anunciada nesta 6ª feira (19) pelo conselho que reúne as nove cidades da região

  • São Paulo | Do R7

Conselho da Baixada Santista anuncia lockdown contra a disseminação da covid-19

Conselho da Baixada Santista anuncia lockdown contra a disseminação da covid-19

Divulgação/Anderson Bianchi/Prefeitura Municipal de Santos

O Condesb (Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista) aprovou em reunião virtual, nesta sexta-feira (19), a implementação de lockdown nos nove municípios da região, no litoral central e sul de São Paulo. A restrição adotada para combater o aumento da disseminação da covid-19, valerá a partir da próxima terça-feira (23) até o dia 4 de abril.

De acordo com as medidas anunciadas, será permitida a circulação de pessoas e veículos para as seguintes atividades: compra de remédios; atendimento ou socorro médico de pessoas e animais; embarque e desembarque em terminal rodoviário; atendimento de urgências e necessidades inadiáveis; prestação de serviços permitida em decreto municipal.

"São medidas duras mas que, infelizmente, temos que tomar agora para preservar vidas. Os especialistas em Saúde nos passaram um quadro assustador no encontro realizado quinta-feira", justificou Rogério Santos, prefeito de Santos e presidente do Condesb.

O grupo e formado pelos representadas de Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente.

Uma força-tarefa com a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal vai fiscalizar a circulação de pessoas e veículos. Quem descumprir as regras do lockdown estará sujeito a multas que variam de R$ 300,00 a R$ 10 mil.

Confira como os serviços serão afetados nas cidades da Baixada Santista durante o período de lockdown:

— Documentos: A circulação de pessoas e carros será permitida com a apresentação de documentos como nota fiscal de compra ou prescrição médica de remédio, atestado de comparecimento a uma unidade de Saúde, carteira de trabalho (ou holerite) ou documento que comprove a prestação de serviço autorizado no decreto, tíquete ou imagem da passagem de ônibus ou ainda comprovação de urgência ou necessidade inadiável por qualquer meio.

— Transporte: As principais restrições incluem o transporte público municipal, que funcionará com horário reduzido pela manhã e ao final do dia.  Os ônibus não circularão aos sábados, domingos e feriados. Ficou acertado que cada cidade irá definir os horários de circulação.

— Bancos: Será permitido apenas o autoatendimento, sem serviços internos (com exceção dos relacionados à segurança e manutenção). As filas nos caixas devem ser espaçadas com distância de 3 metros.

— Supermercados: Poderão funcionar com capacidade de até 70% dos produtos essenciais (alimentos, produtos de limpeza e higiene pessoal) até as 20h. Aos sábados e domingos, poderão funcionar apenas com delivery. A mesma regra se aplica às padarias, açougues e mercearias. Mercado de peixe só poderá funcionar por delivery.

— Comércios: Estabelecimentos com atividade de entrega em domicílio (delivery), podem trabalhar com porta fechada e apenas com 30% dos funcionários até as 22h.

— Serviços 24 horas: Poderão funcionar por 24 horas estabelecimentos como farmácias, postos de combustível (com lojas de conveniência fechadas), serviços de transporte de mercadorias, comércio de insumos médico-hospitalares, delivery de medicamentos e serviço de transporte individual (táxi e veículos de aplicativo).

— Proibições: Durante este período estão proibidas as feiras livres. Hotéis, pousadas, pensões, motéis e outros estabelecimentos de hospedagem só atenderão clientes corporativos, com todas as áreas de lazer e recreação fechadas. Também estão suspensos os serviços de drive thru.

— Outras funções: Também estão nesta lista atividades de segurança privada e de portaria, atacado e varejista de hortifrúti, atividades portuárias e retroportuárias (serviços administrativos terão de ser feitos por home office) e as atividades industriais cuja paralisação possa afetar o abastecimento e os serviços essenciais.

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