Bombeiros controlam fogo no Pico do Jaraguá, zona norte de SP

Corporação recebeu 1.032 chamados para apagar focos de chamas na Grande São Paulo nos últimos dois dias. Defesa Civil decretou estado de atenção

Incêndio atingiu Pico do Jaraguá, na zona norte de SP, na manhã da segunda-feira (4)

Incêndio atingiu Pico do Jaraguá, na zona norte de SP, na manhã da segunda-feira (4)

Léo Burgos / Folhapress / 24.04.2016

O Corpo de Bombeiros controlou na noite da segunda-feira (4), um incêndio no Parque Estadual do Jaraguá, zona norte paulistana, que atingia a região desde a manhã. O fogo atingiu a área próxima ao Pico do Jaraguá. Com o tempo seco, a corporação recebeu 1.032 chamados para apagar focos de chamas na Grande São Paulo desde a sexta (1º).

Leia mais: Incêndio atinge parte do Pico do Jaraguá, na zona norte de SP

No início da tarde, a Defesa Civil Municipal decretou estado de atenção por causa da baixa umidade na capital, exceto em dois distritos da zona sul (Capela do Socorro e Parelheiros).

Segundo os Bombeiros, nem a corporação nem a administração do parque calcularam a área atingida pelo fogo. Como as chamas atingiram uma área de difícil acesso a pedestres, as equipes contaram ainda com a ajuda de um helicóptero da Polícia Militar. Não houve registro de vítimas.

Leia mais: Índios ocupam torres de transmissão no pico do Jaraguá

O estado de atenção é decretado quando o índice de umidade fica entre 21% e 30%. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura, a temperatura máxima nesta segunda foi de 35,2° e os menores índices de umidade ficaram abaixo de 30%, chegando a 26% na Freguesia do Ó às 14h30. No sábado, também houve ainda um incêndio no Parque do Carmo, na zona leste.

"A baixa umidade e o longo período de poucas chuvas favorecem muito a proliferação dessas queimadas, espontâneas ou não", diz Thomaz Garcia, meteorologista do CGE.

A falta de chuvas regulares desde meados de julho, acrescenta, faz com que o ar esteja mais carregado de poluição. O tempo seco também pode levar a problemas de saúde, como tosse seca, irritação nos olhos e na garganta e o agravamento de doenças crônicas, como asma.

Os Bombeiros não informaram a média de incêndios no mesmo período do ano passado. Já a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente diz que, entre janeiro e outubro, as áreas de preservação ambiental tiveram queda de 28% nos focos e de 35% no número de hectares queimados.

Segundo a pasta, os meses de agosto e setembro registraram mais focos de incêndio, com queda em outubro. Ainda conforme o governo estadual, houve reforço da Operação Corta-Fogo com quatro drones, 89 viaturas e treinamentos para as equipes.