São Paulo Bruno Covas decide desativar o Minhocão e fazer parque suspenso

Bruno Covas decide desativar o Minhocão e fazer parque suspenso

Obras para adaptação das quatro faixas elevadas, construídas na década de 1970, vão começar no segundo semestre deste ano

Obras para adaptação vão começar no segundo semestre desta ano

Obras para adaptação vão começar no segundo semestre desta ano

Dario Oliveira/Folhapress - 8.2.2018

O prefeito Bruno Covas (PSDB) decidiu que o Elevado João Goulart o Minhocão, que liga o centro à zona oeste de São Paulo, será desativado e vai ser transformado em um parque. As obras para adaptação das quatro faixas elevadas, construídas na década de 1970, vão começar no segundo semestre desta ano.

A expectativa é que o primeiro trecho do parque, da Praça Roosevelt até o Largo do Arouche, fique pronto já no ano que vem, a tempo de Covas apresentar a obra como uma "marca" de sua gestão para a disputa da reeleição.

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A necessidade de se desativar o Minhocão foi determinada pelo Plano Diretor da cidade de 2016, criado na gestão de Fernando Haddad (PT). Mas o petista deixou em aberto o que seria feito com a estrutura. Covas decidiu que cumpriria a regra e decidiu estudar o que faria no espaço. A decisão foi postergada até que os custos fossem estimados e a questão dos viadutos da cidade, que precisam de reparos de emergência, fosse tida como equacionada.

As obras que ocorrem neste ano não devem interromper todo o tráfego, mas precisarão de esquema especial. Serão construídos nove pontos de acesso, entre escadas e elevadores, além de serviços para garantir a segurança dos pedestres do lugar, como mudanças nas grades laterais. A ideia é que, além de áreas verdes e bancos, os apartamentos de prédios vizinhos ao Minhocão possam construir passarelas os conectando ao elevado e, nesses imóveis, transformá-los em pontos comerciais, como bares e restaurantes.

A equipe do prefeito vinha com a missão de decidir o destino do parque desde que Covas sucedeu João Doria (PSDB). O ex-prefeito, vale destacar, já havia mantido conversas com o escritório do arquiteto e político Jaime Lerner para revisar uma proposta de criação de parque que Lerner havia feito para a gestão Gilberto Kassab.

Chegou-se a considerar a opção de derrubar toda a estrutura e revitalizar a Rua Amaral Gurgel e as Avenidas São João e General Olímpio da Silveira, que ficam sob o Minhocão, mas a ideia foi descartada por causa dos cálculos de custos das obras para mitigar os transtornos à população, como poeira, e por não ter como retirar dali, sem impactos, o corredor de ônibus que liga o centro à zona oeste. Então, se decidiu pela transformação da estrutura em um parque.

A estimativa é que esta primeira fase das obras deva custar R$ 38 milhões.

O tema é alvo de polêmicas na cidade. Enquanto a Câmara Municipal já aprovou uma lei criando parque no Minhocão, de autoria de José Police Neto (PSD), há discussões agora de uma lei para demolir a estrutura, de autoria de Caio Miranda (PSB).