Coronavírus

São Paulo Butantan planeja estudo em Serrana para medir vacinação anual

Butantan planeja estudo em Serrana para medir vacinação anual

Continuação do Projeto S quer medir tempo de duração da imunização após 2ª dose da CoronaVac e vacinação anual

Continuação do projeto S em Serrana quer verificar efeitos de vacinação anual

Continuação do projeto S em Serrana quer verificar efeitos de vacinação anual

Divulgação/Instituto Butantan

O Instituto Butantan planeja realizar um estudo na cidade de Serrana, em São Paulo, para medir o efeito anual da imunização contra a covid-19. "O Butantan planeja um estudo que é continuação do projeto S para estudar qual o efeito da vacinação anual, uma vacinação adicional, com as variantes de interessante. No nosso caso não é a Delta, é a gama", afirmou Dimas Covas, diretor do instituto.

O Projeto S, estudo clínico realizado pelo Instituto Butantan na cidade de Serrana, verificou a efetividade da CoronaVac, vacina contra a covid-19 desenvolvida em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, mas deve continuar a investigação com o objetivo de entender o controle da pandemia no país.

Segundo o instituto, por pelo menos mais um ano, a pesquisa realizará a avaliação coletiva da eficácia do imunizante na população de Serrana, tanto em relação aos vacinados quanto aos não vacinados.

Com a continuidade da pesquisa, o instituto quer verificar o tempo de duração da imunização após a segunda dose da CoronaVac e se a vacinação precisará ser feita anualmente, assim como acontece com a vacina da influenza (gripe). Isso será possível ao observar a evolução dos casos positivos, internações e óbitos na cidade, comparando imunizados e não imunizados, e contrastando a situação de Serrana com cidades da microrregião de Ribeirão Preto.

De acordo com o instituto, os pesquisadores sequenciam as amostras positivas de testes para verificar a ocorrência de mutações e novas cepas do novo coronavírus na região. Uma das preocupações do Projeto S era saber se a vacinação em toda a população adulta de Serrana induziria a novas mutações, o que não foi observado na pesquisa, e qual seria o comportamento do vírus em pessoas não vacinadas.

Com o estudo clínico, descobriu-se que, ao atingir uma cobertura vacinal de 75% da população adulta, é possível ter um bom controle da pandemia.

Durante a coletiva de imprensa, Covas disse ainda que há uma vacina em desenvolvimento, pronta para ser usada, que inclui essa variante gama, conhecida como P1. "A variante delta está presente, mas ainda não é representativa do ponto de vista populacional. Apareceram três casos, transmissão comunitária, mas o estado de São Paulo controla isso de forma sistemática."

Em relação à Butanvac, imunizante produzido integralmente no país, Covas afirmou que os estudos clínicos já se iniciaram com um pequeno número de voluntários. "Eles precisam ser triados porque não podem ter nenhum tipo de exposição. São dois num primeiro momento, mais dois, mais dois até atingir um número mínimo e isso acontece até a semana que vem."

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