Novo Coronavírus

São Paulo Butantan recebe novo lote de IFA da CoronaVac nesta semana

Butantan recebe novo lote de IFA da CoronaVac nesta semana

Remessa que chega nesta terça (25), prevista em 4 mil, foi reduzida a 3 mil litros de insumos, que vão gerar 5 milhões de doses

  • São Paulo | Do R7

CoronaVac é produzida com insumos importados da China no Butantan, em São Paulo

CoronaVac é produzida com insumos importados da China no Butantan, em São Paulo

REUTERS/Amanda Perobelli-22/01/2021

Com a produção de CoronaVac interrompida desde o dia 13 de maio, o Instituto Butantan recebe nesta semana 3 mil litros de insumos para retomar a produção e entregar 5 milhões de doses do imunizante. Anteriormente, o R7 informou que a matéria-prima chegaria na quarta-feira (26), mas a informação foi corrigida pelo governo de São Paulo. A carga com insumos para a CoronaVac está prevista para chegar no país nesta terça-feira (25).

Após a retomada da produção, a expectativa é entregar mais 5 milhões de doses da vacina. A estimativa está abaixo do esperado. A previsão inicial era de receber 4 mil litros de insumos para gerar 7 milhões de doses da vacina. A redução foi anunciada pela China no dia 18.

O Butantan e o governador de São Paulo, João Doria, afirmaram que recentes ataques do presidente Jair Bolsonaro à China têm interferido diretamente no cronograma de liberação de novos lotes de insumos pelos chineses. Na semana passada, Doria reiterou que o atraso se deve a uma "questão política e diplomática", mas demonstrou confiança em uma liberação em breve.

Em depoimento à CPI da Covid do Senado nesta terça, o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo negou que atritos do governo Bolsonaro com a China tenham atrapalhado na remessa de insumos de vacinas ao Brasil.

Na quinta-feira (20), em reunião com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, com governadores, Doria pediu ajuda para evitar atrasos na liberação dos insumos e propôs ainda a compra de vacinas chinesas ainda em aprovação pela Anvisa por meio do Fórum dos Governadores, em vez do Ministério da Saúde.

No encontro, o embaixador se comprometeu com a liberação de insumos suficientes para produzir 16,6 milhões de doses não só dá CoronaVac, mas também da Oxford/AstraZeneca, produzida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

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