São Paulo Câmara dos vereadores aprova CPI do Transporte Público em SP

Câmara dos vereadores aprova CPI do Transporte Público em SP

Comissão Parlamentar irá investigar as planilhas do transporte na capital paulista

Câmara dos vereadores aprova CPI do Transporte Público em SP

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quinta-feira (27) a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as planilhas do transporte público na cidade de São Paulo.

De acordo com a Casa, na tarde da última quarta-feira (26), o plenário aprovou a criação de uma terceira CPI, mas ainda era preciso definir o tema da investigação. Entre os 20 requerimentos protocolados desde o início do ano, foi escolhido o proposto por Paulo Fiorilo (PT). Havia outros dois pedidos para investigar o transporte coletivo no município, de autoria dos vereadores Paulo Frange (PTB) e Ricardo Young (PPS).

Após aprovação, a composição da CPI já foi anunciada. Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, os membros do colegiado, a princípio, serão: Paulo Fiorilo (PT), Eduardo Tuma (PSDB), Edir Sales (PSD), Milton Leite (DEM), Dalton Silvano (PV), Adilson Amadeu (PTB) e Nelo Rodolfo (PMDB). De acordo com o regimento da casa, presidência é concedida ao proponente da comissão, no caso, o vereador petista.

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Na próxima sexta-feira (28), a comissão será oficialmente instalada. A primeira reunião do grupo será às 10h no plenário 1º de Maio. No encontro, a composição da CPI ainda pode sofrer mudanças e os parlamentares irão decidir se começam os trabalhos durante o recesso parlamentar — que começa no dia 1º de julho — ou se deixam para agosto. 

Licitações

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que vai suspender a bilionária licitação — a maior da história do município — das concessões do serviço de transporte público na cidade. O cancelamento foi determinado na quarta-feira (26), para “permitir maior participação da sociedade”, segundo informou a assessoria de imprensa da prefeitura.

A gestão Haddad estava em processo de renovar os contratos com as empresas e cooperativas de ônibus da capital — assinados há uma década na gestão da petista Marta Suplicy. O edital dessa licitação estava em fase de consulta pública desde 13 de junho e o valor total era de cerca de R$ 46 bilhões, sendo R$ 35,2 bilhões para empresas de ônibus pelo período de 15 anos, e R$ 11 bilhões para as cooperativas permissionárias por sete anos.

Criação de Conselho

Para efetivar a participação da sociedade no processo, o executivo municipal informou que criará o Conselho Municipal de Transporte, que terá participação de usuários, empresários, governo, Ministério Público e movimentos sociais.

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De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, o novo colegiado irá discutir o modelo de transporte público na cidade, além de funcionar como um fórum para discussão e explicação sobre as planilhas de custos de manutenção do sistema e de composição da tarifa de ônibus.