Caminhoneiros protestam contra Doria e Covas na Avenida Paulista 

Manifestantes criticam prorrogação da quarentena no estado até dia 31 de maio e adoção do novo rodízio de 24h em dias alternados na capital

Protesto de caminhoneiros na Avenida Paulista

Protesto de caminhoneiros na Avenida Paulista

FÁBIO VIEIRA/ FOTORUA/ ESTADÃO CONTEÚDO - 11.05.2020

Dezenas de caminhoneiros em carreata fecharam faixas da Avenida Paulista, na região central de São Paulo, na tarde de segunda-feira (11) para protestar contra o novo rodízio de veículos na capital e a prorrogação da quarentena no estado de São Paulo. O grupo, que apoia o presidente Jair Bolsonaro, pede isolamento vertical e critica o governador João Doria e o prefeito Bruno Covas.

Às 14h10, os manifestantes passaram rumo à Paulista pela avenida Rebouças, em buzinaço na região próxima aos hospitais Emílio Ribas, Incor e Hospital Clínicas. Às 17h10, voltaram pelo mesmo caminho. 

Rodízio e quarentena

O novo rodízio vale por 24 horas em dias alternados em toda a cidade. Em dias pares, podem apenas circular veículos com placa de final par (0,2,4,6,8) e em dias ímpares, veículos com placa de final ímpar (1,3,5,7,9).

A ampliação da quarentena foi anunciada na sexta-feira (8) e vale até o dia 31 de maio. O governo do estado condiciona a flexibilização a uma queda sustentada dos casos de covid-19 por 14 dias e a redução da taxa de ocupação dos leitos de UTI a menos de 60%, o que depende do aumento da taxa de isolamento social. A taxa mais baixa para um domingo, de 53%, foi registrada neste dia 10, Dia das Mães.