São Paulo Caso Guilherme: polícia busca identificar 2º suspeito do crime

Caso Guilherme: polícia busca identificar 2º suspeito do crime

Sargento da PM foi preso após ser identificado por imagens de câmera de segurança. Ele nega ter matado adolescente na Zona Sul de São Paulo

  • São Paulo | Thaís Furlan, da Record TV

Guilherme foi morto no domingo

Guilherme foi morto no domingo

Reprodução/Record TV

A Polícia Civil de São Paulo prendeu o sargento Adriano Fernandes de Campos, suspeito de participar da execução do adolescente Guilherme Silva Guedes, de 15 anos, e agora busca a identificação de um segundo suspeito da morte do jovem na Zona Sul da capital paulista.

diretor do Departamento de Homicídios, Fábio Pinheiro, diz que se trata de uma 'milícia'. "É uma milícia", afirma. "Quer dizer, ele quis dar uma recado para a região que quem entrasse no seu domínio ia ser morto, executado, independente de quem seja."

Os investigadores passaram o dia analisando outra câmeras de vigilância da Vila Clara, bairro onde Guilherme morava e foi abordado.

A empresa de segurança do sargento presta serviços de vigilância em um galção. Segundo as investigações, o local foi roubado no domingo. Adriano teria dito que resolveria o crime por conta própria e confundiu Guilherme com um dos assaltantes.

A polícia quer identificar o homem que aparece em uma das imagens olhando para a rua e abaixando para pegar algo no chão. São três hipóteses: um porteiro do galpão, um funcionário da empresa de segurança do sargento Adriano, ou um outro PM que estava de folga.

O advogado do sargento Adriano diz que seu cliente é inocente. "Ele não tem participação alguma nesse crime", afirma Renato Soares do Nascimento. "Assim que o DHPP juntar ao inquérito todos os elementos da investigação, o sargento Adriano vai se manifestar."

Uma mulher que mora perto do local onde o corpo de Guilherme foi encontrado prestou depoimento nesta quinta-feira (18). Ela disse que ouviu dois tiros às 2h12 da madrugada, cerca de 20 minutos depois do desaparecimento de Guilherme na porta da cassa. Para polícia, isso mostra que o objetivo do PM sempre foi matar o menino.

"Ele foi levado pra ser executado", diz Pinheiro. "Se eles quisessem dar um corretivo nele, como dizem na gíria um presta atenção, teriam dado em outro local. Ele foi levado para aquela localizada, que é uma localidade erma, vítima de dois tiros e abandonado por ali."

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