São Paulo Caso Ísis Helena: TJ aceita denúncia e mãe deve ir a júri popular

Caso Ísis Helena: TJ aceita denúncia e mãe deve ir a júri popular

Jennifer Natália Pedro está presa desde abril do ano passado, suspeita de ter matado a própria filha, de 1 ano de 10 meses

Mãe de Ísis Helena deve ir a júri

Mãe de Ísis Helena deve ir a júri

Reprodução/Record TV

O Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou a denúncia oferecida pelo MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), e a mãe da menina Ísis Helena, Jennifer Natália Pedro, virou ré e deve ir à júri popular para ser julgada sobre a morte da filha, em março do ano passado, no município de Itapira, no interior de São Paulo.

A decisão ainda cabe recurso.

A pequena Ísis Helena, de 1 ano e 10 meses, teve o corpo descartado às margens de um rio na zona rural de Itapira, no interior paulista, onde morava com a mãe, acusada de ser responsável pela morte do bebê.

Jennifer está presa desde abril, depois de ter avisado a polícia onde estava enterrado o corpo da menina. A mulher chegou a confessar que a criança teria sofrido uma convulsão e se asfixiado com o próprio leite.

Ainda de acordo com essa versão, ela não sabia o que fazer e colocou o corpo dentro de uma mochila e o levou até o local de mata, onde foi enterrado. Então ela foi presa.

Dias depois de ser detida, a suspeita admitiu que gostava de sair para se divertir com os amigos, era usuária de entorpecentes e que tinha o costume de deixar os filhos — além de Ísis, a mulher tem um menino, de três anos — sozinhos com a avó.

No dia anterior à morte de Ísis, ela teria saído com amigos e voltado para casa por volta de meia-noite. Jennifer teria alimentado a filha, dado o remédio e ido dormir. Mais tarde, ofereceu novamente uma mamadeira para a criança e voltou para a cama. Por volta de 6h, ela acordou e percebeu que a filha não estava bem. Porém, em vez de pedir ajuda, decidiu se livrar do corpo da menina.

Posteriormente, a mulher voltou atrás da versão e disse que apanhou de outras detentas e decidiu falar para não morrer. No fim, negou de novo ter participação no crime, levando a hipótese de que o corpo encontrado não é da menina Isis. No entanto, o exame de DNA comprovou a identidade da bebê.

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