São Paulo Caso Leandro: "Ninguém dorme e ninguém trabalha", diz irmã do PM

Caso Leandro: "Ninguém dorme e ninguém trabalha", diz irmã do PM

Soldado Leandro Patrocínio foi visto por último no sábado (29), próximo à comunidade do Heliópolis, na zona sul de São Paulo

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Soldado Patrocínio está desaparecido desde o último sábado (29)

Soldado Patrocínio está desaparecido desde o último sábado (29)

Reprodução/ Record TV

Cinco dias após o desaparecimento do soldado Leandro Patrocínio, visto por último na região da comunidade do Heliópolis, na zona sul de São Paulo, a irmã do policial militar, Kelly Patrocínio, diz que na família "ninguém dorme e ninguém trabalha" na expectativa de notícias do PM.

"Eu trabalho por conta própria e não tenho trabalhado, [pois] não tem condições nenhuma", afirma Kelly. "O sargento ligou e eu perguntei como estão as coisas, e ele falou que as buscas continuam até encontrar. Fiquei um pouco tranquila, mas muito triste ao mesmo tempo, porque a gente não sabe o que se passa, quem está com meu irmão".

Leandro está desaparecido desde o último sábado (29). Familiares e amigos que moram no Rio de Janeiro contam como ele era uma pessoa super querida, estudioso e muito educado. Sempre que tinha volta, voltava para o Rio par ficar com a esposa e a filha de um ano e nove meses.

 A irmã do soldado acredita que o policial está vivo e não vê a hora de tê-lo novamente nos braços. Para a família de Leandro, o mais difícil tem sido esperar por notícias. O pai dele viajou para São Paulo para acompanhar as buscas que estão sendo feitas na comunidade do Heliópolis.

Leandro foi criado em um conjunto habitacional que fica na zona norte do Rio de Janeiro. Ele se casou há quatro anos, e foi morar com a esposa em outro apartamento dentro do mesmo condomínio. Por isso, é muito conhecido no local e os vizinhos estão tão apreensivos quanto a família por notícias sobre o paradeiro do PM.

Pai de uma menina, Leandro trabalha há cinco anos como policial militar rodoviário em São Paulo. Mas as folgas eram sempre ao lado da família no Rio de Janeiro.

"Meu irmão é muito família, gosta muito de churrasco, de levar minha mãe e a família para almoçar", diz Kelly. "Ele semppre quer estar com os amigos, o dia de folga dele é curtir a famíliar", complementa.

Agora, familiares e amigos se juntaram aos colegas de farda com o objetivo de encontrar o soldado. A Polícia Militar paulista vasculhou a comunidade do Heliópolis em busca de pistas do soldado. Os PMs localizaram, em uma casa abandonada, um relógio que seria do policial e as investigações indicam que o local pode ter sido usado como cativeiro.

A reportagem entrou no imóvel e encontrou muita sujeita, roupas, garrafas de bebidas e embalagens vazias de cocaína. A perícia, que também esteve no local, e identificou vestígios de sangue nas paredes e no chão.

Também foi localizado um caderno com anotações possivelmente de contabilidade do tráfico de drogas da região. Uma pista importante de quem comandava o tráfico na casa e que pode ser o responsável pelo desaparecimento do policial militar.

"Eu só quero meu irmão livre. Ele tem uma filha de um ano e nove meses e minha mãe tem 65 anos. Ela não consegue ver uma matéria na televisão que chora. E é difícil segurar a dor de uma mãe, porque a gente não consegue. Meu pai está em São Paulo e mandou uma mensagem dizendo que nunca pensou que isso aconteceria", afirma Kelly.

A polícia segue, nesta quinta-feira, as buscas pelo soldado na comunidade do Heliópolis. Cães farejadores e até uma retroescavadeira são usados na tentativa de localizar o soldado.

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