Novo Coronavírus

São Paulo Cidades de SP sofrem por falta de doses contra a covid-19 

Cidades de SP sofrem por falta de doses contra a covid-19 

Prefeituras de Ilhabela e Itanhaém, no litoral, apontam a escassez de produto e falhas na distribuição como causas de problemas

  • São Paulo | Do R7

Imunização contra a covid-19 sofre por falta de doses em Ilhabela (SP)

Imunização contra a covid-19 sofre por falta de doses em Ilhabela (SP)

Reprodução/Prefeitura Municipal de Ilhabela

A vacinação contra a covid-19 foi interrompida por falta de imunizantes em Itanhaém, na Baixada Santista, no litoral de São Paulo, segundo confirmou a prefeitura da cidade nesta segunda-feira (12).

Já em lhabela, no litoral norte, falta de doses, lotes comprometidos e até dados populacionais desatualizados são apontados pela administração local como os principais problemas enfrentados pelo plano de imunização em um dos momentos mais críticos desde o início da pandemia do novo coronavírus no país.

Ilhabela

As autoridades de Ilhabela receberam, no último fim de semana, um lote de 378 vacinas para imunizar os professores da rede municipal, conforme determina o plano do governo estadual.

No entanto, a prefeitura constatou que havia frascos com quantidades menores de doses nas ampolas. Após detectar a diferença na remessa enviada, o governo municipal registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil.

Outra dificuldade apontada pela prefeitura foi a discrepância entre a quantidade de imunizantes distribuída a diferentes cidades. O governo do estado utiliza como base populacional dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), enquanto os dados mais atualizados constariam em um cadastro municipal.

Em Itanhaém, apenas 2ª dose garantida

A gestão municipal de Itanhaém, na Baixada Santista, informou que o estoque garante somente a aplicação da segunda dose na população, mas que novas aplicações estão sendo canceladas por falta de vacinas.

O que diz o governo do estado

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde disse que foram entregues mais de 22,9 mil doses à cidade de Itanhaém e 5,4 mil à Ilhabela.

Segundo o comunicado, conforme dados informados pelos próprios municípios na plataforma VaciVida, foram aplicadas 19,6 mil doses em Itanhaém e 4,7 mil em Ilhabela, o que sugere que ainda estariam disponíveis 3,3 mil doses e cerca de 700 respectivamente nessas cidades.

Na última semana, foram enviadas novas doses destinadas ao município para continuidade da campanha, sendo sua responsabilidade  programar as estratégias para aplicar nos públicos definidos no PEI (Plano Estadual de Imunização).

Todas as grades enviadas às prefeituras contêm doses para as faixas etárias indicadas pelo PEI. Os dados de doses enviadas e aplicadas por cada cidade estão publicados com transparência pelo governo paulista e podem ser acessados no link https://vacinaja.sp.gov.br/vacinometro/.

Ainda de acordo com o governo estadual, a destinação de mais vacinas pelo Ministério da Saúde a São Paulo é crucial para continuidade da campanha e expansão dos públicos-alvos.

A campanha de vacinação contra covid-19 tem como referência estatísticas populacionais e o número de pessoas imunizadas contra a gripe em 2020, seguindo as orientações do PNI (Programa Nacional de Imunizações).

A execução da campanha, com organização e distribuição de quantitativos na rede de saúde, bem como aplicação das doses na população, é responsabilidade dos municípios.

Estes também são responsáveis por cadastrar devidamente todos os vacinados na plataforma VaciVida, justamente para dar transparência à população e ajudar no monitoramento do ritmo de vacinação, bem como no planejamento da Secretaria de Estado da Saúde para a distribuição das demais grades de vacinas.

Os dados de doses enviadas e aplicadas por cada município, bem como o ranking de cidades que mais vacinam com base nas estatísticas de população absoluta do IBGE, também estão publicados com no site Vacina Já.

Instituto Butantan

Já o Instituto Butantan informou que é responsável somente pela produção da CoronaVac, mas que a distribuição dos imunizantes é administrada pelo Ministério da Saúde e pelas secretarias estaduais.

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