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São Paulo Cinco cidades da Grande SP têm kit intubação para no máximo 10 dias

Cinco cidades da Grande SP têm kit intubação para no máximo 10 dias

Ribeirão Pires, no Grande ABC, vive no momento a situação mais delicada, com medicamentos para 6 dias de capacidade

  • São Paulo | Letícia Dauer, da Agência Record

Medicamentos para kit intubação estão em falta em cidades da Grande SP

Medicamentos para kit intubação estão em falta em cidades da Grande SP

Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo - 15.04.2021

Ao menos cinco cidades da região metropolitana de São Paulo possuem do chamado kit intubação para, no máximo, dez dias de utilização. As medicações são utilizadas para pacientes graves da covid-19.

Ribeirão Pires, no Grande ABC, vive no momento a situação mais delicada, com sedativos e neurobloqueadores para seis dias de capacidade.

Também em situação crítica, Poá e Diadema têm os medicamentos para mais uma semana. Já Itapevi possui capacidade para oito dias.

São Caetano do Sul tem as medicações para utilização pelos próximos dez dias. No entanto, segundo a prefeitura, não há risco de desabastecimento porque o estoque é renovado periodicamente.

Há pelo menos 14 cidades da Grande São Paulo que vivem momento de estabilidade, quando há capacidade do kit intubação para no mínimo 15 dias: Santo André, Franco da Rocha, Francisco Morato, Taboão da Serra, Suzano, São Lourenço da Serra, Jandira, Osasco, Itaquaquecetuba, Guararema, São Bernardo do Campo, Itapecerica da Serra, Pirapora do Bom Jesus e Cotia.

Requisições ao governo federal

Há cerca de uma semana, o governo do estado de São Paulo cobrou publicamente o Ministério da Saúde pelos medicamentos e afirmou que enviou nove ofícios ao governo federal ao longo de 40 dias, que não teriam sido respondidos.

Diante dos insumos confiscados, como alega João Doria (PSDB), o governo paulista decidiu comprar os medicamentos no exterior.

Dias depois, na última segunda-feira (19), a gestão estadual voltou a fazer cobranças à pasta da saúde. Na oportunidade, o secretário estadual de Saúde, Jean Carlo Gorinchteyn, disse que a aquisição dos medicamentos continua acontecendo, porém "em quantidade muito pequena e com entregas postergadas".

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