São Paulo Cinco são presos após motorista de app ser torturado e morto em SP

Cinco são presos após motorista de app ser torturado e morto em SP

Polícia Civil encontra celular da vítima com suspeitos, que revelam local onde enterraram o corpo e deixaram o carro da vítima

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Resumindo a Notícia

  • Roger Ferreira da Silva, de 35 anos, foi confundido com um pedófilo e, por isso, executado
  • Assaltantes haviam encontrarado o celular com fotos dos filhos da vítima
  • Homem trabalhava na área por não encontrar emprego em sua profissão
  • Quatro motoristas de aplicativo foram mortos em assaltos durante o mês de dezembro de 2020 em SP
Presos cinco suspeitos de envolvimento na morte de motorista de aplicativo em SP

Presos cinco suspeitos de envolvimento na morte de motorista de aplicativo em SP

Reprodução/Record TV

A localização de um telefone celular foi fundamental para que a Polícia Civil desvendasse a morte brutal do motorista de aplicativo Roger Ferreira da Silva, de 35 anos, que foi torturado, teve o carro queimado e abandonado na zona sul de São Paulo. Cinco pessoas foram presas, sendo três por suspeita de sequestro e assassinato.

Segundo o delegado Fábio Baena Martins, responsável pela investigação, os criminosos encontraram fotos do motorista com os filhos no aparelho, deduziram que o homem era um pedófilo e decidiram matá-lo. "É uma ilusão que eles criaram na cabeça e a partir dali eles fizeram toda essa atrocidade com a vítima."

Pai de cinco filhos, Roger era formado em tecnologia da informação, mas trabalhava nas ruas havia aproximadamente um ano, porque não conseguia encontrar emprego na sua área de atuação profissional. Ele já havia sido assaltado anteriormente como motorista de aplicativo. 

De acordo com dados da Amasp (Associação dos Motoristas de Aplicativo de São Paulo), foram registrados cinco latrocínios foram registrados quatro latrocínios (roubo seguido de morte) de motoristas de aplicativo no estado de São Paulo durante o mês de dezembro.

"O bandido quer o dinheiro para poder gastar e vê no motorista de aplicativo uma grande fragilidade. Dinheiro fácil, celular fácil.  Ele não precisa ir até nós, nós vamos até ele. Então, é uma comodidade que ele tem", afirmou o presidente da entidade, Eduardo Lima de Souza.

Na véspera de Natal, outro motorista de aplicativo havia sido morto durante uma corrida na zona norte da capital paulista. Os criminosos, que ainda estão foragidos, levaram o celular da vítima.

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