São Paulo Com poucas chuvas, represas de SP seguem com volume em baixa

Com poucas chuvas, represas de SP seguem com volume em baixa

Chuvas de outubro não trouxeram melhora significativa. Segundo especialista, chegada do verão ajudará a aumentar volumes

Sistema Cantareira opera com 27,3% de seu volume

Sistema Cantareira opera com 27,3% de seu volume

Sebastião Moreira/EFE - 01.11.2020

As chuvas de outubro em São Paulo não foram suficientes para subir significativamente o volume de águas dos reservatórios paulistas. Com a previsão de tempo seco para as próximas semanas, os mananciais devem permanecer com nível mais baixo em novembro.

Segundo a meteorologista Ana Clara Marques, este mês terá poucas chuvas. “Mas, com a chegada do verão, vão voltar a ser mais frequentes e volumosas”, tranquiliza.

Apesar do maior volume no mês passado, os níveis das represas continuam caindo. Segundo Marques, a queda se dá em decorrência de um período mais seco, e que a baixa é normal e está dentro do previsto.

“Em São Paulo, o período seco pega metade do outono, inverno e o começo da primavera, algo em torno de quatro meses, então as primeiras chuvas servem pra molhar o solo, umedecer, levar água às camadas mais baixas, e depois disso começar realmente a subir o nível [dos reservatórios]”, explica.

Dessa forma, ainda que as chuvas de verão devam estar entre 20% e 30% abaixo da média para este período do ano, elas serão suficientes para aumentar o volume dos mananciais paulistas – “ainda assim vão fazer o Sistema Cantareira subir”, cita como exemplo.

A meteorologista comenta que, apesar de o nível estar mais baixo nos reservatórios, como o próprio Cantareira (27,3%), Alto Tietê (38,9%), Cotia (42,9%), Rio Claro (44,8%) e Guarapiranga (50%), isso não será problemático.

“Seria ruim se estivéssemos com níveis baixos no começo do inverno. O pior já passou, os níveis pararam de cair de forma rápida, estão se estabilizando e vão começar a subir. A queda estava acentuada e está leve. O que tinha de mais preocupante já passou”, afirma ela.

Cantareira demorou 82 dias para ter uma elevação de nível

Manancial com menor porcentagem de volume operacional, segundo a Sabesp, o Sistema Cantareira chegou a ficar 82 dias sem registrar qualquer elevação do nível de águas.

Somente no último dia 19, com mais chuvas ao longo do mês, as represas passaram de 28,1% para 28,3%, chegando ao primeiro aumento em quase três meses.

Ao fim de outubro, os sete mananciais de São Paulo registravam, juntos, 38,6% do volume de armazenamento de água, que baixou neste mês: segundo a última atualização da Sabesp, desta sexta-feira (12), o número era de 37,9%, mas deve voltar a subir nos meses de verão.

“Vai subir, sim. Mesmo com chuvas abaixo da média, não dá pra não chover no verão. Teremos o suficiente para um nível satisfatório no sistema de água em São Paulo”, afirma Ana Clara Marques.

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